Uma série de confrontos ocorreu em Amsterdã, na última quinta-feira (7), envolvendo torcedores do Ajax, time holandês, e do Maccabi Tel Aviv, time israelense. A violência iniciou após a partida de futebol, quando torcedores israelenses vandalizaram um táxi e queimaram uma bandeira palestina, gerando grande tensão. Em resposta, grupos em scooters agrediram torcedores israelenses, deixando cinco hospitalizados e outros com ferimentos leves.
Segurança reforçada
O cenário de violência gerou uma reação rápida das autoridades locais. A prefeita Femke Halsema emitiu uma ordem de emergência proibindo manifestações e o uso de máscaras faciais. A segurança em locais judaicos foi intensificada e centenas de policiais foram mobilizados para evitar novos ataques. Halsema afirmou que a polícia foi pega de surpresa, pois não conseguiu identificar os atacantes antes dos confrontos. Antes do jogo, protestos pró-palestinos foram planejados para aquele dia, mas foram proibidos.
David van Weel, ministro da Justiça, destacou que a polícia foi surpreendida pelo tamanho da força dos ataques e para garantir a segurança dos cidadãos israelenses, o governo de Israel recomendou que se evitassem símbolos israelenses e permanecessem fora das ruas.
Torcedores do Maccabi Tel Aviv em manifestação pró-Israel (Foto: reprodução/Mouneb Taim/Anadolu/Getty Images embed)
Riscos sempre iminentes
Desde o ataque de Israel a Gaza, em resposta às ofensivas do Hamas em outubro passado, os incidentes antissemitas aumentaram na Holanda. Organizações e escolas judaicas relataram um número crescente de ameaças e mensagens de ódio. A prefeita Halsema também destacou o papel das redes sociais, especialmente grupos no Telegram.
“Houve uma rápida disseminação por meio de grupos do Telegram”, disse a prefeita. Gideon Saar, ministro das Relações Exteriores de Israel, viajou à Holanda, onde se reuniu com autoridades locais para discutir a situação e reforçar a segurança.
A violência coincidiu com o 86º aniversário da Noite dos Cristais, data de perseguição aos judeus na Alemanha nazista, o que aumentou a preocupação com as crescentes tensões na cidade.