O filme brasileiro “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles, tem chamado a atenção da crítica internacional e é considerado pelo jornal britânico The Guardian como um forte candidato ao Oscar de Melhor Filme ao destacar as qualidades do longa brasileiro em diversos aspectos.
Destaques
A produção foi elogiada por sua trilha sonora, atuações e cinematografia. O The Guardian destacou ainda a grande recepção do filme no Brasil, onde mais de quatro milhões de pessoas assistiram foram ao cinema. A crítica ressaltou que o país se uniu em apoio ao longa, e uma possível vitória no Oscar coincidiria com o período do Carnaval, criando uma atmosfera de festa sem igual.
Conforme publicou o The Guardian, “Ainda Estou Aqui” se destaca por abordar a brutalidade do regime militar de forma íntima e digna, sem recorrer a cenas explícitas de violência. Ainda segundo o jornal, o filme não só representa o Brasil com profundidade e sensibilidade, mas também reflete os desafios políticos contemporâneos.
Além do impacto emocional, o The Guardian apontou a relevância política da obra, que dialoga com questões globais atuais, como a ascensão de regimes autoritários em diferentes partes do mundo. O jornal mencionou exemplos como Venezuela e Rússia, onde perseguições políticas ainda são uma realidade, reforçando a importância da mensagem transmitida pelo filme.
“Ainda Estou Aqui” no Oscar
A produção brasileira recebeu três indicações ao Oscar: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz para Fernanda Torres. A cerimônia do Oscar acontece no próximo dia 2 de março, e a expectativa é que o filme de Walter Salles leve para casa pelo menos uma das estatuetas mais cobiçadas do cinema mundial.
“Ainda Estou Aqui” acompanha a trajetória de Eunice Paive, esposa de Rubens Paiva, interpretada por Fernanda Torres. A personagem ela enfrenta a dor da perda e luta para proteger seus filhos e descobrir a verdade sobre o desaparecimento do marido por parte da ditadura militar brasileira.