Berlin Fashion Week destaca a autenticidade como tendência nas passarelas

Moda autoral, novos talentos e experiências imersivas definem o Berlin Fashion Week que reafirma criatividade, diversidade e identidade única

07 fev, 2026
Desfile na Berlin Fashion Week | Rprodução/Instagram/@berlinfashionwe
Desfile na Berlin Fashion Week | Rprodução/Instagram/@berlinfashionwe

O Berlin Fashion Week iniciou no dia 30 de janeiro e encerrou nesta segunda-feira (2) para apresentar os desfiles de Outono/Inverno, sendo o calendário mais extenso do evento. Durante esses quatro dias, 42 marcas mostraram suas coleções que se destacaram pela autenticidade e pela forte identidade autoral. A característica é consolidada da semana de moda berlinense.

Apesar das baixas temperaturas na capital alemã, que apresentavam em torno de −16 graus, o evento se manteve como ponto principal.

Moda autoral e imersividade: protagonistas da edição

Após perder o patrocínio de Mercedes-Benz e ter ausência de grandes marcas como Hugo Boss, o Berlin Fashion Week se reinventa ao investir em novos talentos locais. Segundo Christiane Arp, presidente do Fashion Council Germany, esses talentos têm a possibilidade de se conectar com os visitantes e também acrescentou a importância de perceber o desenvolvimento dos estilistas a cada temporada.

Outro ponto que também marca a edição é o novo formato de desfiles, pensados para engajar um público novo por meio de experiências imersivas. Filme em cinema, spa na piscina e sauna, exposições e entre outros foram os meios de entreter os convidados.

Principais desfiles

Entre as 42 marcas que se apresentaram na Berlin Fashion Week, quatro mostraram como a moda experimental é reconhecida mesmo em estilos diferentes. Entre elas está John Lawrence Sullivan, que apresentou uma atmosfera punk, com looks ousados e agressivos ao mesmo tempo. Roupas escuras e prateadas, maquiagem pesada e acessórios brilhantes foram as peças-chave.


Modelos desfilando para John Lawrence Sullivan no Berlin Fashion Week (Foto: Reprodução/Sebastian Reuter/Getty Images Embed)


A ousadia punk também esteve presente no desfile da Dagger, mas em uma estética mais voltada para o street style. Com a coleção “Play Hard”, a marca alemã aposta em jeans, estampas e acessórios coloridos que remetem aos anos 2000. O fundador, Luke Rainey, mostrou em Berlim que os looks expressam vulnerabilidade e pertencimento.


Modelos desfilando para Dagger no Berlin Fashion Week (Foto: Reprodução/Sebastian Reuter/Getty Images Embed)


Houve outras formas de apresentar a vulnerabilidade, como na coleção “JOY” de Kenneth Ize. O designer nigeriano explora a conexão humana moldada por suas próprias experiências e também faz alusão às viagens que ele realizou. Em “JOY”, a alegria é uma emoção multifacetada como as peças que continham veludo, lã, forro e jeans. As estampas coloridas e os complementos em formatos inusitados foram os destaques deste desfile.


Modelos desfilando para Kenneth Ize no Berlin Fashion Week (Foto: Reprodução/Sebastian Reuter/Getty Images Embed)


E para encerrar, Rebekka Ruétz trouxe a coleção “LILITH”, que reinterpretou a figura mítica como símbolo de força e complexidade feminina. Ela explorou contrastes entre materiais sustentáveis (como tecidos upcycled, denim orgânico e látex natural) e silhuetas que combinam construção estruturada com drapeados fluidos. A coleção marca uma resposta social de uma forma rebelde, que têm se mostrado com naturalidade ao longo dos anos.


Modelos desfilando para Rebekka Ruetz no Berlin Fashion Week (Foto: Reprodução/Gerome Defrance/Getty Images Embed)


Ao apostar na moda autoral, em novos talentos e em formatos imersivos, o Berlin Fashion Week reforçou sua identidade como um espaço de experimentação e liberdade criativa. Mesmo diante de desafios estruturais, a edição mostrou que a força do evento está na diversidade de vozes, na narrativa emocional das coleções e na capacidade de transformar a moda em expressão cultural e social.

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