Kate Moss retorna às passarelas aos 52 anos em estreia histórica de Demna na Gucci
Três décadas após sua estreia na marca, a supermodelo britânica retorna à passarela da maison em um desfile que também marca a estreia de Demna na direção criativa
Trinta anos depois de estrear na Gucci, Kate Moss voltou à passarela da marca nesta sexta-feira (26), durante a Semana de Moda de Milão. Aos 52 anos, a modelo marcou o primeiro desfile de Demna a frente da direção criativa da casa, que apresentou sua coleção Fall/Winter 2026 no Palazzo Delle Scintille.
O retorno de Kate Moss
Encerrando a apresentação da Gucci, a modelo que foi ícone dos anos 90 atravessou a passarela com um vestido preto de mangas longas com muito brilho. A silhueta marcada e os recortes laterais antecipavam a sensualidade que ganharia seu ápice no decote profundo nas costas, que deixava à mostra a calcinha fio-dental com o logo da grife, criação de Tom Ford que se tornou símbolo da década.
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Kate Moss encerra desfile da Gucci na MFW 2026 (Vídeo: reprodução/Instagram/@voguemagazine)
A escolha tanto do modelo quanto de Kate Moss, reforça a intenção de Demna em resgatar alguns dos momentos mais marcantes da Gucci. Em 1997, o underwear com logotipo transformou-se em marca registrada do então diretor criativo Tom Ford, consolidando uma era marcada pela sensualidade explícita e pelo glamour ousado. O retorno da supermodelo reafirma a força de uma das épocas mais marcantes da moda e mostra como ela tem influenciado atualmente.
Na beleza, olhos marcados e cabelos loiros soltos e ondulados resgataram a Kate rebelde que definiu uma geração. O momento entra para a história da Semana de Moda de Milão ao celebrar o reencontro de Moss com a Gucci, três décadas após sua estreia na coleção de inverno 1995.
A Gucci de Demna
Quase um ano após assumir a direção criativa, Demna apresentou sua primeira coleção para a maison italiana durante a Semana de Moda de Milão. O desfile sinaliza um posicionamento estratégico e simbólico, uma Gucci que revisita a sensualidade ousada de Tom Ford e o romantismo excêntrico de Alessandro Michele, ex-diretores que fizeram história na marca.
Definida como uma “Gucci-ness” emocional, a coleção propõe o vestuário como uma forma de sentir a moda e a cultura. A escolha do Palazzo delle Scintille, com sua monumentalidade arquitetônica e atmosfera quase industrial, reforça essa ideia de estrutura e memória como base para uma narrativa contemporânea.

Demna estreia na Gucci (Foto: reprodução/Instagram/@gucci)
Na passarela, os códigos da década de 90 apareceram de forma literal e reinterpretada. Vestidos justos de comprimento mini surgiram com tecidos acetinados e superfícies brilhantes. Recortes estratégicos, decotes profundos e transparências reforçaram a sensualidade como linguagem central. A alfaiataria apareceu mais enxuta, com ombros definidos e cinturas marcadas, equilibrando provocação e sofisticação.
O contraste entre tecidos fluídos e materiais mais rígidos criavam tensão visual, algo típico nas criações de Demna. Bolsas surgiam como extensões de atitude, carregadas quase como um gesto performático. O styling reforçou essa construção visual, saltos altos, maquiagem marcada e caminhar teatral transformaram o desfile em um verdadeiro espetáculo.
A Gucci de Demna marca uma nova era da maison e propõe uma síntese entre sua herança e o luxo a partir da atitude. A coleção marca apenas o início da trajetória do designer conhecido por sua extravagância e impacto no cenário da moda atual.
