São Paulo negocia naming rights do Morumbi e busca contrato maior

De olho em maior receita e contrato longo, clube paulista avalia BYD e novas marcas para assumir os naming rights do Morumbi a partir de 2027

13 ago, 2026
São Paulo FC | Reprodução/Instagram/Fellipe Lucena/@saopaulofc
São Paulo FC | Reprodução/Instagram/Fellipe Lucena/@saopaulofc

O naming rights do Morumbi está novamente em negociação, com o São Paulo mantendo conversas com pelo menos três empresas interessadas em associar suas marcas ao estádio. A BYD aparece como uma das propostas mais avançadas, mas o clube também avalia alternativas que não envolvam a combinação do nome da empresa com o do estádio.

A negociação ainda não está concluída e, por isso, a diretoria tricolor mantém diferentes possibilidades sobre a mesa. Além de discutir quem poderá assumir os direitos de nomeação do Morumbi, o clube busca melhorar as condições financeiras e ampliar a duração do próximo acordo.

O atual contrato foi firmado com a Mondelez em dezembro de 2023 e prevê três anos de duração. Com o encerramento do vínculo ao fim desta temporada, o São Paulo trabalha para definir os próximos passos e procura um acordo que represente aumento na receita anual.

BYD aparece entre as propostas mais avançadas

Entre as empresas que conversam com o São Paulo, a BYD é apontada como uma das que apresentam negociações mais adiantadas. A montadora chinesa, porém, ainda não tem acordo fechado com o clube, que continua analisando outras propostas antes de tomar uma decisão definitiva.

Uma das possibilidades discutidas com a BYD envolve a adaptação do nome do estádio para MorumBYD, seguindo a estratégia utilizada atualmente. O modelo seria semelhante ao acordo vigente, no qual a marca da Mondelez foi incorporada ao nome tradicional e o estádio passou a ser divulgado como MorumBIS.


Estádio do Morumbi (Foto: reprodução/MIGUEL SCHINCARIOL/AFP/Getty Images Embed)


O São Paulo, entretanto, não restringe sua busca a empresas interessadas em realizar esse tipo de associação. Pelo menos uma das companhias que participam das conversas trabalha com uma proposta em que a marca não seria incorporada ao nome Morumbi.

Com isso, o clube avalia diferentes formatos comerciais para o próximo acordo. A definição dependerá de fatores como valor, duração do contrato e condições apresentadas pelas empresas interessadas.

Empresas avaliadas pelo São Paulo

Entre os principais pontos das negociações estão:

  • BYD: aparece entre as conversas mais avançadas e avalia a possibilidade de utilizar o nome MorumBYD;
  • Outras empresas: também apresentaram propostas ao clube e participam das tratativas;
  • Modelo sem trocadilho: pelo menos uma das alternativas não prevê a combinação da marca com o nome Morumbi;
  • Novo contrato: o São Paulo busca condições financeiras superiores às do acordo atual.

A existência de diferentes propostas permite ao clube comparar modelos distintos de naming rights antes de definir o próximo parceiro comercial. A negociação, portanto, não depende exclusivamente da conclusão das conversas com a BYD.

São Paulo busca aumentar receita com o estádio

Atualmente, o São Paulo recebe R$ 25 milhões por ano pelo contrato de naming rights firmado com a Mondelez. Embora as conversas com a atual detentora dos direitos não sejam oficialmente consideradas encerradas, a possibilidade de renovação é vista pelo clube como menos provável.

O primeiro contrato de naming rights do estádio foi assinado em dezembro de 2023, com validade de três anos. Dessa forma, o vínculo chega ao fim ao término da temporada de 2026, abrindo espaço para uma nova negociação comercial envolvendo o nome do estádio.


Bandeira hasteada do São Paulo FC (Foto: reprodução/Brad Smith/USSF/Getty Images Embed)


Para o próximo acordo, a diretoria não pretende apenas substituir a empresa parceira. A expectativa também é elevar o valor recebido anualmente e estabelecer um período de vigência superior aos três anos previstos no contrato atual.

A estratégia pode ampliar a previsibilidade de receitas comerciais do clube. Um contrato mais longo também permitiria ao São Paulo estabelecer uma relação de maior duração com a empresa escolhida para ocupar o espaço de naming rights do estádio.

Novo diretor de marketing conduz negociação

As tratativas são conduzidas pelo atual diretor de marketing do São Paulo, André Marques, que assumiu o cargo em junho. Ele ocupa a posição anteriormente exercida por Eduardo Toni, profissional responsável pelas negociações que levaram ao acordo com a Mondelez.

A mudança na direção de marketing ocorre justamente durante o processo de definição do próximo parceiro comercial do Morumbi. Com diferentes empresas interessadas, Marques participa da avaliação das propostas e da construção das condições para um eventual novo contrato.

O processo ainda não tem prazo definido para conclusão. Enquanto não houver um acordo definitivo, o São Paulo deve manter as negociações abertas com as empresas interessadas. A escolha do novo parceiro dependerá das condições apresentadas e da capacidade de atender aos objetivos comerciais estabelecidos pela diretoria.

Com a proximidade do fim do contrato com a Mondelez, o clube busca definir o futuro do naming rights do Morumbi conciliando uma receita anual maior com um vínculo mais longo. A BYD aparece entre as possibilidades mais avançadas, mas a decisão ainda não foi tomada.

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