Putin visita ilha contestada por Japão e Rússia e Tóquio classifica ato como ‘inaceitável’
Visita ocorre às vésperas do aniversário da rendição japonesa na Segunda Guerra e após teste de míssil norte-coreano no mar do Japão
O presidente russo Vladimir Putin visitou nesta quinta-feira (13) a ilha de Iturup, parte do arquipélago das Curilas, território disputado com o Japão desde o fim da Segunda Guerra Mundial. A presença do líder russo provocou reação imediata de Tóquio, que classificou a visita como “absolutamente inaceitável” e convocou o embaixador russo para prestar esclarecimentos.
Primeira visita de Putin à ilha
A visita de Vladimir Putin à ilha ocorreu dois dias antes de o Japão marcar 81 anos da rendição que pôs fim à Segunda Guerra Mundial, e apenas um dia após a Coreia do Norte lançar um míssil no ómar que separa os dois países, em meio à preparação de grandes exercícios militares entre Seul e Washington.
Vladimir Putin escala as tensões com o Japão ao visitar a ilha de Etorofu, parte do Arquipélago japonês de Curilas.
A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, acaba de se manifestar:
“Hoje, dia 13, recebi o relatório de que o presidente russo Putin visitou a ilha de Etorofu… pic.twitter.com/d5MnyLnvxF
— Área Militar (@areamilitarof) August 13, 2026
Putin visita ilha reivindicada por Rússia e Japão (Vídeo; reprodução/X/@areamilitarof)
Durante a viagem, Putin passou por uma escola, um hospital e uma fábrica de processamento de peixes, em sua primeira ida ao arquipélago disputado, segundo a agência estatal russa TASS. O último líder a visitar o local havia sido Dmitry Medvedev, em 2010.
Guerra da Ucrânia agrava relação Rússia-Japão
A relação entre Moscou e Tóquio se deteriorou após a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022. O Japão se alinhou aos Estados Unidos e à União Europeia, condenando os ataques e impondo sanções contra a Rússia.
Essas medidas incluíram restrições financeiras e comerciais, o que aumentou ainda mais a distância diplomática entre os dois países, já marcada pela disputa territorial das Ilhas Curilas.
Desde então, o diálogo os dois países praticamente estagnou. A Rússia acusa o Japão de seguir a agenda ocidental, enquanto o governo japonês reforça participações militares com Estados Unidos e Coréia do Sul.
