Michelle Bolsonaro registra candidatura ao Senado pelo Distrito Federal
Ex-primeira-dama declara patrimônio de R$ 4,48 milhões e terá o irmão Diego Torres Dourado como primeiro suplente na disputa ao Senado
Michelle Bolsonaro (PL) registrou neste sábado (15) sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. O pedido foi apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pouco mais de duas horas antes do fim do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral. Esta será a primeira disputa de Michelle por um cargo público.
No registro, a ex-primeira-dama declarou patrimônio de R$ 4,48 milhões. A maior parte dos bens está concentrada em investimentos financeiros, incluindo uma aplicação de aproximadamente R$ 4,2 milhões e um fundo de investimentos avaliado em R$ 301,6 mil. Também foi declarado um Volkswagen Fusca, avaliado em R$ 30 mil.
Michelle utilizará o número 222 na disputa. A escolha foi definida pela campanha por ser um número associado a nomes escolhidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e considerado de fácil assimilação pelos eleitores.
Michelle terá irmão como primeiro suplente
A chapa de Michelle terá Diego Torres Dourado, seu irmão por parte de pai, como primeiro suplente. Cristian Viana, do Podemos, ocupará a segunda suplência.
Diego atuou como assessor especial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, desde 2023. Ele deixou o cargo em novembro de 2025 para se dedicar à campanha da irmã.
A candidatura foi formalizada após Michelle enfrentar questionamentos sobre sua permanência na disputa, principalmente em meio a atritos com o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro, seu enteado. Os conflitos familiares também contribuíram para sua saída da presidência do PL Mulher.
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Michelle Bolsonaro em vídeo após formalizar candidatura ( Vídeo: reprodução/Instagram/@michellebolsonaro)
Candidata terá limite de R$ 3,8 milhões
A Justiça Eleitoral estabeleceu em R$ 3,8 milhões o limite de gastos para a campanha de Michelle Bolsonaro ao Senado. A partir do registro, a candidata passa a disputar oficialmente uma das vagas destinadas ao Distrito Federal.
Durante o período que antecedeu a formalização da candidatura, Michelle também protagonizou episódios que repercutiram nas redes sociais. Em uma publicação, ela relatou que seu carro havia passado por uma revista antes de ser levado a uma oficina, afirmando que a verificação teria buscado identificar se Jair Bolsonaro estava dentro do veículo.
A campanha agora entra oficialmente na fase eleitoral, com Michelle Bolsonaro tendo Diego Torres Dourado como primeiro suplente e Cristian Viana na segunda posição da chapa. Os dois passam a acompanhar a candidata durante a disputa pelo Senado.
Com o registro confirmado, Michelle inicia a corrida eleitoral pelo Distrito Federal dentro das regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral. A chapa terá como principal objetivo conquistar uma das vagas destinadas ao Senado pelo estado nas eleições deste ano.
