Crise financeira se agrava, e Casas Bahia pede recuperação judicial
Juros altos, restrição de crédito e desistência de investidor agravaram a crise financeira
A Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo na noite do último domingo (16). O grupo informou que a medida se faz necessária diante da deterioração financeira e da restrição severa de liquidez que compromete a continuidade das operações sem reestruturação.
O cenário se agravou por fatores do ambiente macroeconômico: taxas de juros elevadas aumentaram custos financeiros, a oferta de crédito ao consumidor recuou, o acesso ao capital de giro se restringiu e a pressão sobre o consumo intensificou a pressão sobre o endividamento das famílias.
Tentativa de captação fracassou
O grupo buscou captar recursos para sair da crise, mas as negociações não prosperaram. Um investidor considerado âncora nas discussões desistiu de participar, deixando a companhia sem alternativas de financiamento.
Segundo comunicado enviado à CVM, a dívida total da Casas Bahia chega a valor não divulgado. O pedido abrange a holding Casas Bahia e algumas de suas filiais.
Interior da loja Casas Bahia (Foto: reprodução/Bloomerang/ Getty Images Embed)
Redimensionamento de operações
A empresa divulgou prejuízo superior a valor não divulgado no segundo trimestre de 2026, resultado impactado pelo plano de redimensionamento que incluiu o fechamento de 298 lojas. Já havia passado por recuperação extrajudicial em 2024.
Durante o processo de recuperação judicial, a companhia afirmou que pretende manter operações em todos os canais existentes. O objetivo é preservar a continuidade das atividades comerciais e viabilizar uma solução ordenada para o equacionamento das obrigações financeiras.
