Eleições 2026: 410 deputados federais vão tentar reeleição
Maioria dos parlamentares eleitos em 2022 permanece na disputa pela Câmara, enquanto outros concorrem ao Senado e aos governos estaduais
Dos 513 deputados federais eleitos em 2022, 410 vão tentar a reeleição para a Câmara dos Deputados nas Eleições 2026. O número representa 79,92% dos parlamentares que conquistaram uma vaga naquela eleição. Os candidatos estão distribuídos entre diferentes partidos e estados, enquanto outros deputados decidiram disputar cargos diferentes no pleito deste ano.
Entre os partidos, o PL concentra o maior número de candidatos à reeleição, com 73 deputados. Na sequência aparecem o PT, com 53, e o União Brasil, com 45. O PSD tem 40 candidatos, enquanto PP e Republicanos registram 38 cada. O MDB aparece com 27 parlamentares que tentarão renovar o mandato, seguido pelo Podemos, com 23. PSDB, PSB e PSOL têm, respectivamente, 13, 12 e 11 candidatos.
A distribuição mostra que a disputa pela permanência na Câmara reúne parlamentares de diferentes legendas que foram eleitos nas últimas eleições. O levantamento considera os deputados que conquistaram uma vaga em 2022 e que agora estão cadastrados para tentar novamente o cargo.
São Paulo lidera número de candidatos
Na divisão por estado, São Paulo aparece na primeira posição, com 52 deputados eleitos em 2022 que tentarão renovar o mandato. Minas Gerais vem em seguida, com 47 parlamentares, enquanto o Rio de Janeiro tem 38 deputados candidatos à reeleição.
A Bahia aparece na sequência, com 35 candidatos, seguida pelo Rio Grande do Sul, com 26. Paraná tem 25 deputados tentando um novo mandato, enquanto Ceará registra 19. Pernambuco tem 18 candidatos, Goiás tem 15 e Maranhão, 14.
No outro extremo, Tocantins apresenta o menor número de deputados federais cadastrados para disputar a reeleição, com três candidatos. Amapá tem quatro, enquanto Roraima e Rondônia registram cinco cada.
Homens são maioria entre os candidatos
Os homens representam a maior parte dos deputados que tentarão permanecer na Câmara. Dos 410 candidatos à reeleição, 341 são homens, o equivalente a 83,17% do total.
As mulheres somam 69 candidaturas, representando 16,83% dos parlamentares eleitos em 2022 que vão disputar novamente uma vaga na Câmara dos Deputados.
Parte dos deputados disputa outros cargos
Ao todo, 473 deputados federais se candidataram para disputar as eleições de 2026. Entre os parlamentares que não tentarão a reeleição, parte decidiu concorrer a outros cargos.
São 44 deputados federais que disputarão uma vaga no Senado. Outros seis parlamentares eleitos em 2022 pretendem concorrer aos governos estaduais. Helder Salomão disputa o governo do Espírito Santo; Patrus Ananias concorre em Minas Gerais; Zucco disputa o governo do Rio Grande do Sul; Vicentinho Júnior é candidato no Tocantins; Sandro Alex concorre no Paraná; e Carlos Chiodini disputa o cargo de vice-governador de Santa Catarina.

Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar (Foto: reprodução/Fernando Frazão/Agência Brasil)
Além disso, oito deputados federais pretendem disputar uma vaga nas assembleias legislativas e quatro estão inscritos como suplentes de outros candidatos. O único deputado federal a integrar uma chapa presidencial é Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente de Flávio Bolsonaro (PL).
Como funciona a eleição para deputado federal
A eleição para a Câmara segue o sistema proporcional. Isso significa que o voto do eleitor não contribui apenas para eleger um candidato, mas também ajuda a definir quantas vagas cada partido ou federação terá no Legislativo.
O cálculo considera o quociente eleitoral, obtido pela divisão do total de votos válidos, excluindo brancos e nulos, pelo número de vagas em disputa. O quociente partidário é utilizado para definir inicialmente quantas cadeiras cada legenda conquista. As vagas restantes são distribuídas posteriormente pelo cálculo das médias.
Não há limite para o número de reeleições de deputados federais. Por isso, os parlamentares podem disputar sucessivos mandatos.
As candidaturas de 2026, no entanto, ainda não estão definitivamente aprovadas. A Justiça Eleitoral precisa analisar cada pedido de registro, conferir a documentação e verificar se os candidatos cumprem os requisitos legais. Ao final do processo, os registros podem ser deferidos ou indeferidos.
