Nova temporada da Cia Ballet Paraisópolis é registrada por ensaio fotográfico da modelo Livia Nunes em projeto de incentivo à filantropia na Gen Z
Durante a estreia da Temporada 2026, Livia esteve nos bastidores registrando as bailarinas da companhia que nasceu na segunda maior periferia de São Paulo. O resultado foca em campanha de incentivo a filantropia da Gen Z
O ballet acompanha Livia Nunes desde a infância e, há cerca de um ano, essa relação ganhou um novo capítulo com a Cia Ballet Paraisópolis. Na estreia da Temporada 2026 da companhia, em São Paulo, Livia passou dez horas nos bastidores, onde registrou em um ensaio fotográfico a preparação das bailarinas até a apresentação no palco.
A aproximação com o Ballet Paraisópolis, que alia formação artística e impacto social por meio da dança, começou no fim do ano passado, durante sua primeira visita à sede da instituição. Desde então, Livia passou a conhecer de perto a iniciativa, com apresentações em sua casa e visita a comunidade situada na zona oeste de São Paulo. Para ela, essa identificação parte de sua própria experiência com a dança. “O ballet é algo que sempre fez parte da minha vida, que me ajudou a ter autoestima, autocuidado e confiar em mim. Ver essas crianças cheias de sonhos, vivenciando a arte com tanta excelência, me deixou encantada. Desde a minha primeira visita eu fiquei muito emocionada e me conectei com a iniciativa”, compartilha.
Para Lívia Nunes, falar sobre o Ballet de Paraisópolis também é uma forma de aproximar a filantropia de uma geração que se relaciona com causas sociais de maneira cada vez mais espontânea e conectada. Ao levar essa conversa para as redes, a modelo busca mostrar à Gen Z que impacto não depende apenas de grandes doações, mas também de atenção, mobilização e da escolha de apoiar projetos que geram transformação real. “Eu acredito muito no poder que a nossa geração tem de amplificar histórias e causas que precisam ser vistas. Quando uso a minha voz para falar sobre um projeto como o Ballet de Paraisópolis, quero justamente mostrar que a filantropia pode fazer parte da nossa rotina e que cada pessoa, dentro da sua realidade, pode contribuir para gerar impacto. Mais do que falar sobre doação, quero falar sobre participação, sobre olhar para o outro e entender que a nossa ação também pode ser uma ferramenta de transformação”, afirma Lívia.
A relação da Geração Z com a filantropia é marcada pelo desejo de gerar impacto real e pela busca por causas alinhadas aos seus valores. Segundo o relatório Gen Z at the Table, do Blackbaud Institute (2024), 84% dos jovens da geração já apoiam organizações, instituições de caridade ou causas sociais de alguma forma, seja por meio de doações, voluntariado, ativismo ou mobilização nas redes sociais. O estudo também mostra que um em cada três doadores da Geração Z pretende aumentar suas contribuições nos próximos anos, enquanto cerca de 70% afirmam que informações claras sobre o impacto gerado pelas organizações aumentam sua disposição para doar. No Brasil, a Pesquisa Doação Brasil 2022, realizada pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), reforça o cenário de fortalecimento da cultura de doação: 84% dos brasileiros com mais de 18 anos e renda superior a um salário mínimo realizaram algum tipo de doação em 2022, seja em dinheiro, bens ou trabalho voluntário, evidenciando uma sociedade cada vez mais aberta ao engajamento social e à participação cidadã.
Ensaio fotográfico captado por Livia Nunes durante a estreia da remontagem do clássico Raymonda pela Cia Ballet Paraisópolis | Créditos: Livia Nunes
Créditos: Livia Nunes
Durante as dez horas nos bastidores da estreia, Livia registrou diferentes etapas do processo, dos momentos que antecederam a entrada em cena à apresentação. O ensaio fotográfico autoral revela a rotina das bailarinas e os detalhes que fazem parte da construção de um espetáculo e é uma das frentes de trabalho em prol da filantropia que Livia pretende levar ao mundo daqui em diante. A partir dessa aproximação, Livia Nunes também busca ampliar a visibilidade da iniciativa e incentivar novas formas de apoio, seja pelo público que acompanha as apresentações, pela divulgação do trabalho da companhia ou por contribuições para sua continuidade.
Créditos: Livia Nunes
Criado em 2012, o Ballet Paraisópolis nasceu em uma das maiores comunidades da cidade de São Paulo com a missão de transformar vidas por meio da arte, da educação e da cultura. Em 2022, o projeto deu origem à Cia Ballet Paraisópolis, companhia profissional formada por bailarinos de diferentes trajetórias, incluindo artistas que iniciaram sua formação na própria instituição. Hoje, a companhia se consolida como referência artística dentro e fora do Brasil, tendo representado o país na XVII Gala New York, a convite da BrazilFoundation, além de outras iniciativas internacionais.
Sob direção geral de Monica Tarragó, a Temporada 2026 da Cia Ballet Paraisópolis apresentou um programa que reuniu a estreia da remontagem do clássico Raymonda, assinada por Weverton Aguiar, ao lado das obras Desiderium, de Thiago Bordin, e Víbora, de Christian Casarin.
