Aos 30 anos, Priscilla revela mudanças na carreira: “Hoje me sinto mais livre”
Durante entrevista, a cantora reflete sobre maturidade, lançamento do álbum independente ECO e interesse em explorar séries e filmes
Priscilla examina sua trajetória de vinte anos na indústria do entretenimento aos 30 anos, em uma fase que descreve como liberta da necessidade de comprovar seu valor. Ao O Globo, que publicou a conversa na revista ELA, a cantora reflete sobre maturidade e autonomia, além de revelar seus planos para exploração em audiovisual.
Duas décadas sob os olhos do público
Desde os 8 anos no México, Priscilla viveu boa parte da vida como figura pública. Sua trajetória inclui participações em programas como Bom Dia & Cia, aparições em The Masked Singer e participações em reality shows, experiências que marcaram sua jornada profissional e pública.
A cantora, porém, percebeu ao longo dos anos que em determinados momentos conduzia sua música pela vontade de provar algo, tanto para outros quanto para si mesma. Essa dinâmica mudou. Agora, prefere colocar sua arte a serviço do que chama de dom, permitindo mais espaço para a criação do que para o controle de resultados.
“Cada coisa tem seu tempo. A gente precisa viver todas as fases da nossa vida, todas as nossas idades, sendo muito honesta com as ferramentas que temos naquele momento. É impossível exigir da gente uma maturidade que ainda não chegou. A gente tem que errar, viver, experimentar para poder ir amadurecendo. Então, eu não fico pensando nessa coisa de fazer diferente. Acho que, por eu ter feito tudo o que fiz, do jeito que fiz, é que estou aqui, e fico muito feliz com o resultado. Hoje me sinto muito corajosa, muito madura para viver os 30 anos de um jeito mais confortável, mais livre. Acredito que hoje tenho muito mais maturidade e amanhã vou ter mais ainda. Respeito muito a Priscilla de cada tempo e gosto muito de me acolher. Com certeza, essa fase está sendo de bastante maturidade e coragem”, disse Priscilla ao O Globo.
ECO, seu primeiro álbum totalmente independente, nasceu dessa transformação. Não foi resultado de planejamento estratégico, mas emergiu de forma orgânica durante o processo criativo, alinhado com essa nova forma de conduzir sua arte.
Ver essa foto no Instagram
Capa do álbum “ECO” (Foto: reprodução/Instagram/@_apriscilla_)
Paixão acima de estratégia
Priscilla agora trabalha como sua própria empresária, cercada por uma equipe de colaboradores. A autonomia exige vigilância constante e traz riscos, mas oferece controle sobre as decisões artísticas e o timing de suas realizações.
“Sou muito apaixonada pelo que faço e vale a pena continuar fazendo arte a partir desse lugar da paixão, e não só da estratégia. É claro que entendo a minha música como um produto, porque ela é, mas o valor dela não está necessariamente no que resulta em termos de mercado, e sim na paixão, na bênção que é ter um dom e poder tocar as pessoas através dele”, explicou à revista ELA.
“Hoje sou a minha própria empresária, tenho meus colaboradores, pessoas que trabalham comigo, e fico nesse papel de liderança. Isso demanda muita atenção, porque é muita coisa em jogo, muito detalhe. Existem riscos, mas acho que tudo vale a pena por ter esse controle da minha arte, poder fazer as coisas do meu jeito, no meu tempo”, relatou ao O Globo.
Em relação à imagem pública, Priscilla adota outra postura. Ao invés de tentar controlar a percepção externa, ela administra o que absorve das reações, filtrando o que chega das redes sociais. Esse processo não interfere nas suas decisões artísticas, permitindo que acompanhe o público sem transformar números em guia para suas escolhas.
Próximos passos no audiovisual
Priscilla iniciou estudos em atuação após experiências com teatro musical e pretende explorar oportunidades em séries e filmes. Sem histórico formal como atriz, busca construir repertório para esse segmento. A televisão tradicional, porém, cumpriu seu ciclo em sua carreira: ela não tem interesse em retomar apresentação de programas de TV.
A artista estabelece limite claro entre vida profissional e pessoal, escolhendo o que compartilha com o público. Quando decide se abrir, procura fazer com honestidade e vulnerabilidade, mantendo guardado para si e para próximos o que considera privado.
