Crise do São Paulo se agrava após vendas frustradas e fechamento das principais janelas europeias
Clube arrecada abaixo do esperado e atrasa salários e direitos de imagem; há risco de aumentar os déficits sem novas vendas até o fim do ano
O São Paulo enfrenta uma grave crise financeira em 2026. Com uma dívida bilionária acumulada, o clube arrecadou apenas uma fração da sua meta de R$ 180 milhões em vendas de jogadores, cenário que se agravou com o fechamento das principais janelas europeias e já resulta em atrasos nos salários e nos direitos de imagem do elenco.
Em busca de fôlego orçamentário, a diretoria tenta aprovar no Conselho Deliberativo um contrato de antecipação de receitas com a Ticketmaster. A medida, no entanto, enfrenta forte rejeição da oposição em meio a disputas políticas internas.
Crise financeira e atrasos de salários do elenco
A situação financeira impacta diretamente o ambiente de trabalho e o desempenho da equipe em campo. Em agosto, o elenco completou dois meses de direitos de imagem atrasados. A incerteza aumentou após o vazamento de um áudio em que o presidente do clube, Harry Massis, alerta que, sem a aprovação urgente de novas fontes de receita, o São Paulo não terá condições de quitar os débitos com os atletas até o fim do mês.
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Jogadores do São Paulo agradecendo a torcida (Foto: reprodução/Instagram/@saopaulofc)
Avaliações internas indicam que os juros da dívida superam a capacidade financeira da instituição, tornando insuficiente o simples corte de gastos ou da folha salarial para “sair do vermelho”. A diretoria tinha a expectativa de equilibrar as contas com venda de atletas, mas viu o projeto cair com o fechamento das janelas de transferências dos principais mercados da Europa, intensificando ainda mais a crise.
Medidas para evitar o colapso definitivo do caixa
O volante Bobadilla, principal aposta esperada para fazer caixa, não recebeu propostas concretas e retornou da Copa do Mundo com dores no joelho, travando as negociações. Uma das poucas alternativas restantes foi o atacante Tetê, que despertou o interesse do Ajax.
Com as principais ligas fechadas, cabe ao clube fazer uma escolha difícil: segurar seus talentos até 2027 ou aceitar propostas abaixo do esperado nos mercados cujas janelas fecham um pouco mais tarde, como Holanda, Portugal, Rússia, Turquia e Arábia Saudita, e evitar o colapso do caixa.
