Leonardo DiCaprio é recebido por Lula e Janja no Planalto

Ator acompanhado por representantes da Re:wild, organização ambiental que trabalha na restauração de ecossistemas

02 set, 2026
Lula, Leonardo DiCaprio e Janja I Reprodução/Instagram
Lula, Leonardo DiCaprio e Janja I Reprodução/Instagram

Luiz Inácio Lula da Silva e Janja receberam o ator Leonardo DiCaprio no Palácio do Planalto na quarta-feira (2). O encontro, que durou aproximadamente 40 minutos, reuniu o casal presidencial e representantes da Re:wild, organização ambiental global sem fins lucrativos fundada em 2021 com participação de DiCaprio.

Os temas discutidos incluíram mudanças climáticas, proteção da Amazônia, povos indígenas e desenvolvimento sustentável. Segundo Lula, o ator relatou sua trajetória no Brasil, incluindo o conhecimento do rio Xingu há 25 anos e sua amizade com o cacique Raoni Metuktire.

O papel das mulheres na preservação

Janja destacou em seus comentários a participação feminina na luta ambiental. A primeira-dama ressaltou a importância das mulheres nos territórios protegidos e mencionou como a bioeconomia pode gerar renda sem prejudicar os ecossistemas.

“Cuidar da floresta é também cuidar de quem vive e luta por ela. Hoje, conversei com Leonardo DiCaprio sobre o papel fundamental das mulheres na preservação dos nossos territórios e sobre como a bioeconomia pode gerar trabalho, renda e desenvolvimento sem destruir a natureza”, afirmou Janja.

Ela prosseguiu:

“Falamos da Amazônia, dos povos indígenas, do combate às mudanças climáticas e da importância de unir governo, comunidades e sociedade na construção de um futuro sustentável”.

A ministra da Cultura Margareth Menezes esteve presente no encontro. DiCaprio recebeu de presente uma fotografia do cacique Raoni, capturada pelo fotógrafo oficial da Presidência, Ricardo Stuckert.


 

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Lula e Janja recebem Leonardo DiCaprio no Palácio do Planalto (Foto: reprodução/Instagram/@janjalula)


Contexto de acusações antigas

Em 2019, o então presidente Jair Bolsonaro fez acusações contra DiCaprio e a organização WWF, alegando financiamento de queimadas criminosas na Amazônia. Bolsonaro nunca apresentou provas para sustentar as afirmações.

“Quando eu falei que há suspeitas de ONGs, o que a imprensa fez comigo? Agora, o Leonardo DiCaprio é um cara legal, não é? Dando dinheiro para tacar fogo na Amazônia”, disse Bolsonaro em novembro de 2019.

A acusação surgiu durante investigação sobre incêndios florestais e a prisão de quatro brigadistas no Pará. O Ministério Público constatou ausência de indícios contra os suspeitos, que foram liberados. A Justiça estadual ordenou a soltura dos quatro, e o chefe da investigação foi afastado.

A declaração de Bolsonaro gerou repercussão negativa internacional. Veículos como Washington Post, New York Times e The Guardian documentaram que o então presidente criticou o ator sem oferecer comprovação.

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