Pernilongo na mira: SP confirma casos de febre do Nilo e intensifica monitoramento

Pela primeira vez SP, registra febre do Nilo; entenda a rota das aves da Argentina e os dois casos no interior

05 set, 2026
Mosquito | Reprodução/unsplsh/Rapha whilde
Mosquito | Reprodução/unsplsh/Rapha whilde

O estado de São Paulo confirmou recentemente os dois primeiros casos de febre do Nilo Ocidental na história do estado. Os registros ocorreram em Ribeirão Preto, onde uma mulher de 34 anos foi diagnosticada, e em São José do Rio Preto, onde uma jovem de 18 anos está internada. No país, outros dois casos foram confirmados este ano: em Santa Catarina, em Caçador, um homem de 56 anos se recuperou; em Imbituba, uma senhora de 77 anos não resistiu, sendo essa a primeira morte no país.

A doença é transmitida pelo mosquito Culex, conhecido como pernilongo comum. De acordo com o Ministério da Saúde, os hospedeiros naturais do vírus são aves silvestres. O ciclo acontece quando o pernilongo pica a ave infectada, se contamina e passa a transmitir o vírus a humanos e outros mamíferos.

A Secretaria reforça que não há preocupação em relação a uma epidemia. Isso porque o ser humano é um hospedeiro terminal, ou seja, não transmite a doença para outras pessoas nem para outros mosquitos. Além disso, 80% dos infectados não apresentam sintomas. A Vigilância informou que o monitoramento foi intensificado nas unidades sentinelas de arbovirose em todo o estado.

 


 

Vírus do Nilo Ocidental | (Reprodução/Instagram/@vno_zoonosis)


Prevenção do Vírus do Nilo Ocidental

Entre as principais medidas estão: usar repelente, instalar telas nas janelas, evitar e eliminar locais de água parada onde o pernilongo comum se reproduz. E não há vacina. A recomendação da Secretaria é procurar um posto de saúde ao apresentar febre e sintomas neurológicos após a picada.

Sintomas, quando aparecem, são febre, dor de cabeça, dor muscular, dor nos olhos, mal-estar, náusea, manchas na pele e, nos casos graves, confusão mental, tremores e convulsões.

Rota de aves da Argentina explica chegada da Febre do Nilo a SP, diz Vigilância

Segundo a coordenadora da Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de SP, Regiane de Paula, explica o porquê de aves que vêm da Argentina e percorrem um caminho que passa por estados como Santa Catarina e São Paulo. As aves migratórias trazem o vírus e amplificam a circulação local.

Regiane explica que não há motivo para pânico, pois não transmitimos o vírus de pessoa para pessoa. Somos o fim da linha para ele e, na maioria das vezes, o corpo vence sem nem perceber: 8 em cada 10 pessoas não ficam doentes.

 

 

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