PECs da 6×1 avançam, mas Congresso adia votação da Segurança

Congresso aprova medidas defendidas por Lula, mas deixa PECs da 6×1 e da Segurança para depois das eleições, mantendo pautas em aberto

06 set, 2026
PECs da 6x1 avançaram no Congresso | Reprodução/Alan Martins/@Unsplash
PECs da 6x1 avançaram no Congresso | Reprodução/Alan Martins/@Unsplash

PECs da 6×1 avançaram no Congresso durante a semana de esforço concentrado, mas ainda não foram analisadas pelo plenário do Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que a proposta que altera a jornada de trabalho deverá ser votada após as eleições, sem indicar se isso ocorrerá depois do primeiro ou do segundo turno.

O governo ainda tenta negociar uma votação em outubro, após o primeiro turno. A articulação, porém, ocorre em meio às disputas políticas no Senado e à crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), cenário que pode dificultar a inclusão da proposta na pauta.

A PEC da Segurança Pública também não deve ser votada antes das eleições. O texto avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado após meses sem andamento, mas ainda precisa passar pelo plenário para concluir sua tramitação.


PECs 6×1 (Foto: reprodução/X/@LulaOficial)


Governo aprova outras medidas além das PECs

Apesar dos impasses, o Congresso aprovou o fim da cobrança de imposto sobre compras internacionais de até US$ 50, medida conhecida como fim da “taxa das blusinhas”. O texto foi resultado de um acordo entre Lula, Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e deverá ser sancionado na semana seguinte.

A medida é defendida pelo governo, mas recebe críticas de representantes da indústria e do varejo, que apontam possíveis impactos sobre as empresas brasileiras. Para acompanhar os efeitos da mudança, o texto prevê uma avaliação periódica de seus reflexos na economia.


PECs 6×1 é aprovada (Vídeo: reprodução/Youtube/@g1)


Também avançaram propostas relacionadas a setores considerados estratégicos. A Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos prevê um fundo garantidor de R$ 5 bilhões para estimular o processamento de minérios, incluindo terras raras, no Brasil.

Outro projeto aprovado foi o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), criado para estimular a instalação dessas estruturas no país. A estimativa do governo é de R$ 5,2 bilhões em isenções de tributos federais em 2026.

Agenda depende do calendário eleitoral

O resultado da semana combina aprovações em áreas econômicas, industriais e tecnológicas com o adiamento de propostas consideradas prioritárias pelo governo. Entre elas estão a mudança na escala de trabalho e a PEC da Segurança Pública.

Com o retorno dos parlamentares aos estados para as atividades eleitorais, a tendência é de redução no ritmo do Congresso. A retomada dessas votações dependerá dos acordos políticos construídos após as eleições e da definição das novas prioridades do Legislativo.

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