Esposa de Lito Souza rebate acusações e afirma que medicamento que foi conseguido por trâmites legais

Mila Seidl explicou em vídeos que o acesso compassivo a medicamentos é um regulamento previsto em lei e que qualquer paciente pode solicitar a autorização

06 set, 2026
Lito Souza e sua esposa | Reprodução/Instagram/@lito
Lito Souza e sua esposa | Reprodução/Instagram/@lito

Mila Seidl saiu em defesa da família neste sábado (5) e descartou que a aprovação do medicamento experimental para o marido, o influenciador Lito Sousa, tenha resultado de qualquer tipo de favorecimento. Em vídeos divulgados nas redes sociais, ela detalhou como a família seguiu os procedimentos regulamentares, ressaltando que o processo está disponível a qualquer cidadão em circunstâncias equivalentes.

Lito Sousa enfrenta diagnóstico de Creutzfeldt-Jakob, uma doença neurodegenerativa rara, progressiva e sem cura. A enfermidade o impulsionou a buscar medicamentos experimentais fora dos protocolos tradicionais.

O regulamento que não é exceção

Mila esclareceu que o acesso compassivo não funciona como uma concessão exclusiva, mas como um regulamento formal. Conforme ela explicou, a população desconhecia esse direito ao questionar se houve favorecimento.

“Vi algumas pessoas falando que a Anvisa abriu uma exceção rara. Não foi, gente. Isso é um regulamento, tá previsto em lei. Tem um trâmite legal que precisa ser cumprido pra você fazer isso. Não é algo que foi feito excepcionalmente para o Lito, isso existe e qualquer cidadão numa situação como essa pode pleitear”

Segundo a esposa do influenciador, pacientes em estado grave, sem alternativas terapêuticas viáveis, podem solicitar autorização para usar medicamentos ainda em desenvolvimento. A Anvisa avalia cada caso considerando a severidade, o estágio da doença e a falta de opções de tratamento convencional.


Esposa de Lito Souza nega favorecimento para conseguir remédio (Vídeo: reprodução/@estadodeminas)


O caminho percorrido pela família

A preparação foi rigorosa. Mila trabalhou em conjunto com o Dr. Fugino, responsável pelo acompanhamento clínico, reunindo toda a documentação exigida com apoio da equipe médica.

“Eu me preparei bastante, eu e o doutor Fugino. Então, a gente estava bem munido com os documentos que a farmacêutica passou, com os exames, com tudo”

O primeiro movimento foi tentar incluir Lito em um estudo experimental conduzido pela Regeneron Pharmaceuticals, desenvolvedora do ALN-657. Essa estratégia não avançou porque o protocolo já tinha fechado inscrições para novos participantes.

Após essa negativa, a família reorientou suas ações. Abandonaram a tentativa de entrar em um trial e passaram a buscar autorização para uso compassivo do medicamento. Para isso, agendaram reunião com os representantes da empresa farmacêutica.

A semana que mudou tudo

A Regeneron aprovou o uso compassivo entendendo que o quadro de Lito apresentava características relevantes para a investigação. A partir daí, Mila tocou toda a tramitação administrativa, que percorreu várias instâncias: a farmacêutica, o Ministério da Saúde, a Anvisa e, finalmente, a FDA, a agência reguladora americana.

O processo acelerado levou cerca de uma semana até a aprovação oficial da Anvisa, na sexta-feira, 4 de setembro. A celeridade não diminuiu o sofrimento. Mila relatou que esse período foi angustiante porque perdas ocorreram simultaneamente.

“Mesmo assim, sendo muito sincera, foi muito angustiante, porque esse fluxo mais rápido levou, sei lá, uma semana. Em uma semana, a gente perdeu algumas coisas”

Dados que contextualizam a velocidade

O tempo médio de autorização para programas de uso compassivo em 2024 foi de 15 dias, conforme dados da Anvisa, com 48 programas autorizados no ano. O caso de Lito transcorreu mais rapidamente que essa mediana, resultado da deterioração acelerada da doença neurológica.

O medicamento ALN-657, em fase pré-clínica, ainda não conta com estudos clínicos formalmente iniciados em seres humanos para tratar a doença de Creutzfeldt-Jakob. Apesar disso, a Anvisa considerou a progressão rápida da enfermidade e a ausência de patrocinador do fármaco no Brasil como justificativas para aprovar em caráter excepcional.

A palavra final

Mila agradeceu quem apoiou a campanha e manifestou intenção de compartilhar mais informações sobre o procedimento para orientar outras famílias que enfrentem situações similares. “De verdade, foi tudo assim por conta própria”

Mais notícias