Calvin Harris encara chuva forte em show, e famosos curtem apresentação e ignoram o frio no festival
Sob chuva e frio intenso, o produtor escocês comandou 90 minutos de música eletrônica e atraiu celebridades brasileiras para encerrar o terceiro dia do festival
Na madrugada de segunda-feira (7), Calvin Harris fez história no Rock in Rio 2026 ao se tornar o primeiro DJ a ocupar a posição de headliner do Palco Mundo na história da edição brasileira do festival. A apresentação ocorreu na Cidade do Rock sob forte chuva e temperaturas abaixo de 17°C, onde o artista escocês conduziu cerca de 90 minutos de sucessos eletrônicos para uma multidão que não desistiu apesar das condições climáticas adversas.
O público enfrentou o mau tempo de forma resoluta. O frio intenso não afastou os fãs, que permaneceram na plateia durante toda a performance. A energia se manteve alta do início ao fim, consolidando a noite como memorável para os presentes.
Diversas personalidades brasileiras estavam entre os espectadores conforme divulgou o gshow. Álvaro, Lucas Guedes e Tata Estaniecki ignoraram as intempéries e se dedicaram ao show. A atuação de Tata Estaniecki foi particularmente entusiasmada: começou a noite próxima ao chão, depois subiu nos ombros de alguém e em seguida tirou o capuz para se lançar de corpo inteiro na festa.
e a surra de hits do calvin harris continua com summer#CalvinHarrisNoMultishow #RockinRioNoMultishow pic.twitter.com/c7qF52uA5w
— Multishow (@multishow) September 7, 2026
Calvin Harris toca sob chuva forte (Vídeo: reprodução/X/@adoptedbyjbiebs)
A trajetória que levou ao topo
Antes de sua chegada ao Rio, Calvin Harris compartilhou nas redes sociais um vídeo mostrando sua presença na cidade. A publicação exibia a vista de um hotel na Zona Sul, com a Praia de Ipanema visível ao fundo. O post foi feito poucas horas antes de entrar no palco, gerando antecipação entre seus seguidores.
O produtor escocês, natural de Dumfries, começou sua jornada na música criando faixas em um pequeno estúdio instalado em seu quarto. Duas décadas depois, consolidou-se entre os DJs mais influentes do cenário global, construindo uma posição sólida na música eletrônica internacional. Suas criações há muito transcendem os limites das boates e das pistas de dança.
Calvin Harris toca sob chuva forte (Vídeo: reprodução/Instagram/@lucasguedez)
O repertório que marcou a noite
A apresentação abriu com “Sweet Nothing”, a parceria de 2012 com Florence Welch. A voz reconhecível ecoou pelos sistemas de som do Palco Mundo, e milhares responderam de imediato. Calvin Harris deixou que a música falasse por si, com comunicação verbal mínima e instruções objetivas para engajar a plateia.
Após o primeiro título, vieram Pray to God e Outside, mantendo o andamento acelerado. A sequência prosseguiu com One Kiss, This Is What You Came For, How Deep Is Your Love e Feel So Close entre os momentos principais. As transições raramente permitiram que a energia caísse, sustentando o clima elevado durante toda a madrugada.
O repertório ajudou a reforçar a aproximação entre a música eletrônica e o centro do pop, consolidando faixas que transitam entre o underground e as rádios. A produção audiovisual foi grandiosa, com mudanças visuais que marcaram cada momento. Referências ao funk brasileiro foram integradas à performance, unindo a eletrônica universal com a identidade local da festa.
A posição de Calvin Harris no festival reflete transformações maiores na música eletrônica dentro dos grandes eventos. Espaços que historicamente acomodavam DJs e produtores em áreas específicas agora posicionam a eletrônica no centro do espetáculo. A chuva não reduziu o impacto sonoro e visual da noite, confirmando seu lugar entre os momentos mais relevantes do Rock in Rio 2026.
