OpenAI usa inteligência artificial para solucionar antigo problema matemático
A inteligência artificial da empresa do Chat GPT encontrou uma possível resposta para um enigma científico depois de décadas abrindo novas perspectivas
OpenAI, empresa responsável pelo Chat GPT, usou um de seus sistemas de inteligência artificial e conseguiu encontrar uma solução para um problema matemático que permanecia sem resposta havia cerca de 90 anos. A empresa afirmou na última terça-feira (08/09), que o modelo levou apenas 88 horas para chegar ao resultado, destacando o avanço da IA na resolução de questões complexas.
O caso chama atenção porque mostra como a inteligência artificial pode ser usada não apenas para tarefas do dia a dia, mas também em pesquisas e desafios científicos. A descoberta ainda deve ser analisada pela comunidade matemática, mas representa um exemplo do potencial dessas ferramentas para contribuir com problemas que desafiam especialistas há décadas.
Desafios e Soluções
A OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, confirmou que um problema matemático foi resolvido pela inteligência artificial e que estava sem solução há cerca de 90 anos. O problema de Navier–Stokes é um dos sete Problemas do Milênio, escolhidos pelo Instituto Clay de Matemática em 2000. A empresa também informou que não pretende receber o prêmio oferecido pela solução do desafio.
O desafio envolve as equações de Navier–Stokes, que ajudam a explicar como líquidos e gases se movimentam. Elas são usadas em áreas como aviação, previsão do tempo e estudo do sangue. Segundo a empresa, cerca de 10 mil agentes de IA trabalharam juntos para encontrar a solução, alcançada em aproximadamente 88 horas.
OpenAI soluciona problema matemático em um processo que durou 88 horas (Foto: reprodução/GettyImagesEmbed/@Cheng Xin)
As equações de Navier–Stokes explicam como líquidos e gases se movimentam, como a água passando por um cano ou o ar circulando em um ambiente. Essas equações usam a segunda lei de Newton, que relaciona força, massa e aceleração.
Portanto, nos cálculos, o fluido é considerado de forma contínua, sem analisar cada molécula separadamente. A principal dúvida entre os especialistas era saber se, mesmo começando com um movimento normal e sem mudanças bruscas, a velocidade poderia crescer sem limite em pouco tempo.
Além disso, entender esse comportamento é importante porque uma velocidade que aumentasse sem controle poderia indicar que as próprias equações deixariam de funcionar corretamente em determinadas situações. Resolver essa questão ajuda os cientistas a compreender melhor o movimento dos fluidos e suas aplicações.
Resultados em Questão de Singularidade
Essa situação é chamada de “singularidade”. Contudo, isso acontece quando a velocidade de um líquido ou gás cresce sem limite nos cálculos, mesmo com a viscosidade, que funciona como um tipo de atrito e ajuda a controlar esse movimento.
Portanto, esse fenômeno não significa que a água ou o ar possam atingir uma velocidade infinita na realidade. O resultado indica apenas que, em determinada situação, as fórmulas podem não conseguir explicar corretamente o que acontece na natureza.
Segundo a OpenAI, a inteligência artificial mostrou que essa singularidade pode acontecer. No exemplo estudado, o fluido começa parado e passa a se movimentar por causa de uma força externa suave, sem mudanças repentinas.
A empresa também afirmou que a energia total do fluido continua sendo limitada durante todo o processo, mesmo com a velocidade aumentando sem limite em uma determinada região. A OpenAI começou a treinar o modelo usado na pesquisa em 28 de agosto. De acordo com a empresa, ele é mais avançado que o GPT-6 Astra e ainda está em fase de treinamento.
O resultado apresentado pela empresa reforça ainda mais o potencial da inteligência artificial para ajudar em questões matemáticas que desafiam pesquisadores há décadas. Embora a descoberta ainda precise ser analisada por especialistas, o estudo pode representar um avanço importante na compreensão do comportamento dos fluidos e no desenvolvimento de novas pesquisas científicas.
