Operação da PF contra Mario Frias e produtora de “Dark Horse” apreende 7 armas

Armas estavam registradas em nome do deputado mas encontradas em endereço diferente; PF também apreendeu celular e computador

10 set, 2026

A Polícia Federal apreendeu sete armas de fogo do deputado Mario Frias durante operação deflagrada em 10 de maio. A ação investiga desvios de emendas parlamentares destinadas a produção cinematográfica e integra a chamada Operação Dark Horse, conforme confirmado por múltiplos veículos de imprensa.

Armas encontradas

As armas estavam registradas em nome de Frias mas foram encontradas em endereço diferente do declarado. A PF vai apurar crime de posse irregular de arma de fogo. O arsenal apreendido inclui um fuzil, uma espingarda e cinco pistolas. Além das armas, agentes apreenderam o celular de Mario Frias durante o cumprimento dos mandados, conforme apurou o G1.

A investigação foca no repasse de verba pública para organizações não governamentais ligadas a Karina Ferreira da Gama, produtora do filme Dark Horse sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os alvos da operação estão o deputado e duas ONGs: Instituto Conhecer Brasil e Academia Nacional de Cultura.

A empresa produtora Go Up, responsável pela produção do filme, não é alvo de mandados. A defesa de Karina Ferreira da Gama não respondeu aos contatos realizados para obter posicionamento sobre a operação.

Foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. A Polícia Federal investiga os crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.


Operação da PF contra Mario Frias e produtora de “Dark Horse” apreende 7 armas

Armas apreendidas durante operação Make Up deflagrada nesta quinta-feira (10). — Foto: Reprodução/PF


PF identifica movimentação milionária em esquema ligado a emendas

Levantamentos financeiros identificaram movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado, segundo a Polícia Federal. Os investigadores também apreenderam computadores e outros dispositivos durante o cumprimento dos mandados.

Em maio, Mario Frias negou ao Supremo Tribunal Federal que as emendas tenham sido destinadas a “qualquer produção cinematográfica”. A investigação apura subcontratações realizadas pelas ONGs com recursos públicos sem comprovação da execução dos serviços. A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino do Supremo Tribunal Federal.

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