Trump faz discurso em homenagem às vítimas dos atentados do dia 11 de setembro de 2001
Presidente dos Estados Unidos relembrou vítimas dos ataques de 2001, homenageou bombeiros e militares e citou Irã durante cerimônia no Pentágono
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participou nesta sexta-feira (11) da cerimônia que marcou os 25 anos dos atentados de 11 de setembro, realizada no Pentágono. Durante o discurso, Trump relembrou histórias de pessoas que morreram nos ataques de 2001 e destacou a atuação de bombeiros, policiais e militares nas horas que se seguiram aos atentados.
O presidente também destacou a solidariedade entre os americanos após a tragédia e relacionou o legado do 11 de setembro ao cenário político atual, com uma referência direta ao Irã e à atuação das Forças Armadas americanas.
Trump relembra vítimas e destaca união nacional
O presidente começou o discurso com sentimento de união nacional afirmando que: “Todos nós éramos nova-iorquinos naquele dia. Cada um de nós. Todos nós éramos nova-iorquinos, mas também éramos todos americanos. Todos nós éramos uma família. Todos nós éramos patriotas.”
Ao longo do discurso, Trump relembrou algumas vítimas dos ataques como Patrick Danahy, que trabalhava no World Trade Center e deixou uma mensagem para a esposa, Mary, após o primeiro avião atingir a Torre Norte e a história de Shimmy Biegelsein, que permaneceu em seu escritório enquanto o prédio era tomado pela fumaça.
O presidente também dedicou parte dessa homenagem aos passageiros, tripulantes e primeiros socorristas. Falou de Todd Beamer, passageiro que, antes de tentar reagir aos sequestradores, participou de uma oração por telefone e Timmy Stackpole, bombeiro de Nova York que havia sobrevivido a um incêndio grave em 1998, no qual sofreu queimaduras em grande parte do corpo.
Trump relaciona 11 de Setembro ao cenário atual
O discurso sobre a chamada “guerra ao terror” e as referências ao cenário político atual também estiveram presentes. Donald Trump citou a República Islâmica do Irã e classificou o país como o “maior patrocinador de terrorismo” do mundo. Ao mencionar a atuação das Forças Armadas americanas, o presidente afirmou que os militares trabalham para impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear. “Saudamos os militares que trabalham neste exato momento para garantir que o maior patrocinador do terror no mundo, a República Islâmica do Irã, jamais em hipótese alguma possua uma arma nuclear”, declarou.
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Donald Trump discursando no Pentágono (Vídeo: reprodução/Instagram/@uolnoticias)
Ao encerrar o discurso, Trump afirmou que os atentados demonstram o poder do ódio, mas que os 25 anos seguintes também mostraram a capacidade de resistência dos Estados Unidos. O presidente declarou que o país “está mais forte do que nunca” e que as vítimas do 11 de Setembro continuarão sendo lembradas pelas próximas gerações.
Relembre os ataques de 11 de Setembro
No dia 11 de setembro de 2001, quatro aviões foram sequestrados por combatentes do grupo terrorista Al-Qaeda. Dois deles atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, enquanto o terceiro atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

Atentado contra as Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001 (Foto: reprodução/GettyImages/SpencerPlatt)
O quarto avião, o voo 93 da United Airlines, caiu em um campo na Pensilvânia depois que passageiros e tripulantes tentaram retomar o controle da aeronave.
Ao todo, 2.997 pessoas morreram, além dos 19 sequestradores, e consequências que se estenderam aos anos seguintes, como mortes de trabalhadores e socorristas expostos aos destroços de e à poeira dos locais atingidos.
