Carro da F2 pega fogo após acidente no circuito Madring
Carro de Inthraphuvasak, da F2, pega fogo após batida na curva 19; circuito de Madri vem provocando acidentes entre pilotos de várias categorias
Nesta sexta-feira (11), ocorreram o treino livre e a classificação da Fórmula 2, que acontecem no Grande Prêmio de Madri, na Espanha. Na sessão do treino livre, após o carro do jovem piloto Tasanapol Inthraphuvasak bater nas barreiras de proteção da pista localizadas na curva 19, seu carro começou a pegar fogo. O tailandês conseguiu sair do veículo sem nenhum ferimento e, segundo a F2, ele passa bem. Depois do acontecido, o treino deu continuidade.
O circuito intitulado como Madring transforma-se na mais recente sede do GP da Espanha e estreia pela primeira vez neste final de semana com diversas categorias do automobilismo, como Fórmula 1, 2 e 3. Além disso, é considerado um dos circuitos mais perigosos e desafiadores devido à visão limitada, pontos cegos, muros colados, trechos estreitos, entre outros.
Carro de Inthraphuvasak em chamas
Com somente 15 minutos do começo da sessão, o piloto da ART Grand Prix colidiu o carro no muro da curva 19 – que possui barreiras de proteção com o objetivo de amenizar pancadas e ferimentos nos pilotos – e, dessa forma, o automóvel iniciou um incêndio. Logo após o ocorrido, o tailandês saiu por si próprio do veículo e segundo o GE e F2, o atleta passa bem.
@formula2 first F2 session at the Madring got off to a fiery start 🫣 glad to see Tasanapol Inthraphuvasak jump out unhurt! #f2 #formula2 #spanishgp ♬ original sound – Formula 2
Acidente do piloto Tasanapol Inthraphuvasak em Madring (Vídeo: reprodução/TikTok/@formula2)
Assim que o acidente aconteceu, foram erguidas bandeiras vermelhas, que interromperam de forma imediata as atividades e os carros foram direcionados aos boxes. Após responsáveis combaterem o incêndio, retirarem o carro, limparem o circuito e consertarem as barreiras, a sessão foi autorizada a dar retorno. Ao todo, o treino livre possuía 45 minutos; porém, em virtude do acidente que necessitou de um tempo a mais para a organização e regresso seguro dos pilotos à pista, a sessão ganhou mais cinco minutos.
O jovem de 20 anos, Tasanapol Inthraphuvasak, não pode voltar ao circuito para aquela atividade, e o resultado finalizou com a liderança de Nikola Tsolov, com o tempo de 1min47s059. O brasileiro Rafael Câmara terminou em 10º lugar na tabela.
Acidentes da F3, F2 e F1 que aconteceram em Madrid
Antes da estreia de Madring de forma oficial, a categoria de base da F3 efetuou em julho alguns testes que duraram cerca de seis horas. O circuito é considerado desafiador por alguns pilotos e ex-pilotos, além de possuir curvas com muitas inclinações, serem estreitas e até mesmo possuírem pontos cegos. Com isso, houve diversos acidentes ainda nos testes, como o do brasileiro Fefo Barrichello, filho de Rubinho Barrichello, que sofreu um acidente devido à batida na curva 17.
Além dos acidentes durante o treino livre, também houve, no decorrer da classificação da F2, com cerca de cinco pilotos em quatro acidentes. A primeira bandeira levantada foi uma vermelha quando Kush Maini e Sebastian Montoya rodaram em diferentes momentos. A segunda vez foi com Nico Varrone, que também bateu na curva 19 e precisou abandonar a classificação. No final da sessão, John Bennett perdeu a traseira e chocou-se com o muro da curva 11. Por fim, Colton Herta rodou na pista e colidiu na curva 19.
No início da tarde, durante o segundo treino livre da F1, o jovem Arvid Lindblad colidiu no muro da curva 13, marcando o primeiro acidente da pista nesta categoria. O britânico saiu ileso do carro e confirmou por meio do rádio que estava bem. A sessão precisou ser paralisada; porém, após aproximadamente 12 minutos, o treino retornou.
