Botafogo se aproxima de acordo com Tite e aumenta confiança por contratação

Livre no mercado desde a saída do Cruzeiro, treinador avança nas negociações com o Botafogo e pode assinar contrato até dezembro de 2028

16 set, 2026
Tite em sua apresentação no Cruzeiro | Reprodução / Instagram / @adenorlbachi
Tite em sua apresentação no Cruzeiro | Reprodução / Instagram / @adenorlbachi

O Botafogo progrediu na negociação para a contratação de Tite. O acordo estabelece que o técnico assuma o comando já nesta temporada e seja o nome do projeto, que tem a GDA como nova investidora. O contrato será até dezembro de 2028. A primeira reunião ocorreu na segunda-feira, presencialmente, e teve a presença de membros da diretoria. Na terça, os diálogos se intensificaram ao longo do dia. Nesta quarta, a negociação avançou ainda mais, e o Botafogo está otimista quanto ao acerto. Permanece a necessidade de acertar alguns detalhes para, então, o contrato ser assinado.

A intenção do Botafogo é concluir tudo a tempo de ter o treinador já contra o Mirassol, no sábado, pelo Brasileirão. Depois desta partida, serão 17 dias sem jogos em função da paralisação da Data Fifa. Esse intervalo é visto pela diretoria como crucial para que o novo comandante conheça bem o elenco. Tite tem sido um referência praticamente unânime nos bastidores do clube há algum tempo. Inclusive, o Botafogo já tentou a contratação do treinador em outras oportunidades, ainda com John Textor. O trabalho dele recebe avaliação muito positiva pelo scout do clube.

No momento, o Botafogo está comandado pelo interino Rodrigo Bellão. A diretoria contava com o bom desempenho da equipe para que ele permanecesse no comando até o fim do ano. Com tudo, diante dos resultados recentes, o clube revisou seu planejamento e adiantou a definição do novo técnico para esta reta final do Brasileirão. Rodrigo Bellão segue no comando do Botafogo nesta quarta-feira, contra o Grêmio, no Nilton Santos, em jogo atrasado da 21ª rodada do Brasileirão.

Alerta Z-4 ligado

O Botafogo soou o alerta por olhar para a parte de baixo da tabela e está a quatro pontos da zona de rebaixamento. O principal motivo é o desempenho após a pausa para a Copa do Mundo, com índices inferiores aos apresentados na primeira parte da temporada. Em um recorte de 11 jogos anteriores e 11 posteriores à Copa, o Botafogo registrou queda significativa no aproveitamento, reduziu sua produção ofensiva e, para agravar, concedeu mais chances aos adversários. No intervalo analisado, dois treinadores passaram pelo comando do time: Franclim Carvalho e o interino Rodrigo Bellão.


 

 

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Rodrigo Bellão, treinador interino do Botafogo (Foto: Reprodução | Instagram / @rodrigobellao)


O declínio mais evidente ocorreu no setor ofensivo. Nos 11 jogos anteriores à Copa, o Botafogo marcou 20 gols, equivalentes a uma média de 1,8 por partida. Nos 11 jogos subsequentes à paralisação, foram apenas nove gols, com média de 0,8. Observa-se também redução no total de finalizações: o time caiu de 201 tentativas (18,3 por jogo) para 178 (16,2 por jogo).

Paralelamente, nesse período, o Botafogo perdeu controle maior das partidas. A posse média recuou de 53% para 49%, enquanto o número de desarmes subiu de 127 para 150 nos mesmos 11 jogos. Esse aumento nos desarmes não deve ser visto como algo positivo, pois revela que a equipe passou a atuar mais sem a bola e a depender com mais frequência da recuperação do domínio do jogo.

Confronto na parte de baixo da tabela

Nesta quarta-feira, às 19h30 (horário de Brasília), Botafogo e Grêmio se enfrentam no Nilton Santos, em uma partida pendente da 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Botafogo atravessa um momento complicado, pois não vence há seis jogos no torneio, o que acendeu um sinal de alerta devido à sua proximidade com a zona de rebaixamento. Com apenas quatro pontos acima do Z-4, o clube espera o desfecho com Tite antes da pausa para a data FIFA.


 

 

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Tabela do Campeonato Brasileiro após a última rodada (Foto: Reprodução | Instagram / @brasileirao)


Por outro lado, o Grêmio chega a este confronto após sofrer duas derrotas seguidas, estando na faixa de pontos da zona de rebaixamento. O time gaúcho se encontra na 16ª posição da tabela, somando 28 pontos, superando o Vasco, que ocupa a 17ª colocação, apenas pelo saldo de gols, e o Inter, que está em 18º, pelo critério de vitórias. Os resultados recentes levaram à demissão de Luís Castro, e Luiz Felipe Scolari, coordenador técnico, assumirá a equipe interinamente no Nilton Santos. O novo comandante, Renato Portaluppi, se juntou à delegação na tarde de terça-feira no Rio de Janeiro.

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