Virginia Fonseca nega que Justiça tenha proibido permanência de mais de 20 dias fora do Brasil

Defesa jurídica afirma que não há decisão judicial ou solicitação do Ministério Público impondo restrição à influenciadora

17 set, 2026
Virginia | Reprodução/Instagram/@virginia
Virginia | Reprodução/Instagram/@virginia

A defesa de Virginia Fonseca refutou nesta quinta-feira (17) a alegação de que ela teria recebido proibição judicial para ficar mais de 20 dias fora do Brasil. Em comunicado dirigido à revista Quem, seus advogados informaram que nem existe determinação do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) nem pedido do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) estabelecendo esse tipo de restrição.

“A informação não procede. Não existe qualquer decisão judicial que proíba Virginia de permanecer fora do Brasil por mais de 20 dias, tampouco há qualquer pedido nesse sentido. A notícia atribui à Justiça uma determinação que jamais foi requerida ou proferida e, portanto, é falsa”

O boato circulou após ser mencionado no programa Melhor da Tarde, exibido pela Band. Quando indagado sobre o assunto, o MPDFT esclareceu que Virginia compareceu voluntariamente ao processo e recebeu citação regular. A partir da citação, começou a contar o prazo para que ela apresente sua resposta. Questionado sobre uma possível medida envolvendo seu passaporte, o Ministério Público declarou desconhecer qualquer determinação desse tipo e sugeriu que a consulta fosse encaminhada ao TJDFT.


Virginia Fonseca nega que Justiça tenha proibido permanência de mais de 20 dias fora do Brasil

Virginia em jogo do Brasil nos Estados Unidos na Copa do Mundo (Foto: reprodução/Instagram/@virginia)


Contexto da ação civil pública

A influenciadora integra uma ação civil pública aberta pelo MPDFT contra ela própria e contra a Foggo Entertainment, empresa gestora da plataforma de apostas Blaze. O processo surgiu de uma investigação que compilou, conforme o Ministério Público, mais de 42 mil reclamações de usuários contra o site. Em 19 de junho, a 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) abriu inquérito civil para apurar condutas abusivas ligadas à divulgação de jogos, incluindo suspeitas de retenção de dinheiro e encerramento de contas.

No dia 8 de julho, o MPDFT acionou a Justiça pedindo condenação conjunta dos réus ao pagamento de R$ 120 milhões por danos morais coletivos, além da remoção de peças publicitárias consideradas irregulares. Um dos casos apontados ocorreu durante a Copa do Mundo de 2026, quando Virginia postou um Story apostando na vitória de Cabo Verde contra a Argentina sem deixar evidente tratar-se de publicidade. De acordo com o Ministério Público, ela receberia 30% das perdas dos apostadores atraídos por sua promoção.


Virginia Fonseca nega que Justiça tenha proibido permanência de mais de 20 dias fora do Brasil

Virginia acompanhando jogo do Vini Jr pelo Real Madrid na Espanha (Foto: reprodução/Instagram/@virginia)


Determinações da Justiça e ampliação do valor

Em 21 de julho, o TJDFT acolheu parcialmente um recurso do MPDFT e vedou que Virginia e a empresa divulguem anúncios que garantam ganhos, apresentem apostas como via de lucro ou renda, ou minimizem riscos. A sentença também exigiu identificação clara de todo conteúdo publicitário em suas redes, mesmo quando misturado a posts pessoais. Material que desrespeite as regras precisa sair do ar em até 48 horas, sujeito a multa de R$ 100 mil a R$ 2 milhões por cada transgressão.


Virginia Fonseca nega que Justiça tenha proibido permanência de mais de 20 dias fora do Brasil

Virginia em viagem para Dubai (Foto: reprodução/Instagram/@virginia)


Posteriormente, o MPDFT aumentou a indenização demandada para R$ 380 milhões, após examinar um balancete que revelou faturamento de R$ 1,9 bilhão da Blaze em 2025. O órgão também solicitou reembolso de perdas a apostadores que comprovem ter ludopatia. A ação segue em trâmite e depende de sentença do juiz.

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