Crise marca fim de 2026 para Corinthians, Santos e São Paulo
Dentro e fora de campo, crise marca reta final do trio, eliminado de torneios sul-americanos, distante do título nacional e com eleições pela frente
A temporada de 2026 termina com crise dentro e fora de campo para Corinthians, Santos e São Paulo. Eliminados dos torneios sul-americanos nesta semana, os três clubes agora têm apenas o Campeonato Brasileiro no calendário e estão distantes das primeiras posições. Ao mesmo tempo, enfrentam dificuldades financeiras, questionamentos sobre os técnicos e eleições presidenciais previstas para os próximos meses.
O Corinthians terá 11 partidas até o encerramento do ano, enquanto Santos e São Paulo disputarão 12 jogos cada. A sequência será acompanhada por decisões importantes nos bastidores, que também deverão influenciar o planejamento das equipes para 2027.
Três campanhas, três momentos diferentes
Os trabalhos de Fernando Diniz, Cuca e Dorival Júnior são acompanhados de perto por causa dos resultados apresentados desde que assumiram os respectivos clubes.
Crise nos grandes clubes paulistas (Vídeo: reprodução/Youtube/@Bandsports)
No Corinthians, Fernando Diniz chegou em abril e soma 13 vitórias, 10 derrotas e nove empates, com aproveitamento de 50%. A equipe caiu diante do Internacional nas oitavas da Copa do Brasil e foi eliminada pelo Estudiantes nas quartas da Libertadores. No Brasileirão, ocupa o 14º lugar e vem de cinco derrotas consecutivas.
Cuca assumiu o Santos em março. Desde então, registra 15 vitórias, nove derrotas e 13 empates, com 52% de aproveitamento. O time perdeu para o Palmeiras nas quartas da Copa do Brasil e para o Atlético-MG na mesma fase da Sul-Americana. No campeonato nacional, está em 10º lugar e não perde há cinco partidas.
Já no Tricolor paulista, Dorival Júnior retornou em maio. Em 16 jogos, foram quatro vitórias, seis empates e seis derrotas, com aproveitamento de 37,5%. O clube já havia sido eliminado da Copa do Brasil e depois caiu diante do Boca Juniors nas quartas da Sul-Americana. No Brasileirão, aparece na 12ª posição.
Crise financeira aumenta pressão sobre os clubes
As dificuldades financeiras também fazem parte do momento vivido pelas três equipes, que enfrentam problemas econômicos há algum tempo e tiveram episódios recentes de atrasos em salários e direitos de imagem. Os números financeiros mais recentes disponíveis são:
- Corinthians, déficit de R$ 246 milhões até junho de 2026; dívida próxima de R$ 2,8 bilhões
- Santos, déficit de R$ 119,6 milhões no primeiro semestre de 2026; dívida de R$ 1,2 bilhão
- São Paulo, não divulgou balancete em 2026; encerrou 2025 com dívida de R$ 858 milhões
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Análise da crise dos times paulistas (Vídeo: reprodução/Instagram/@getv/@jpsgarbi)
O Corinthians ainda possui dois transfer bans ativos. Santos e São Paulo também passaram por esse tipo de punição até semanas atrás. Essas questões estarão entre os assuntos que as próximas administrações terão de enfrentar. Nos três casos, a mudança de comando ocorrerá em meio à necessidade de organizar o planejamento esportivo e financeiro.
Eleições terão formatos diferentes
Os processos eleitorais apresentam diferenças entre as instituições. No Corinthians, os sócios irão às urnas em 28 de novembro para escolher o presidente e 200 conselheiros. Ainda não está definido se Osmar Stabile tentará a reeleição. A expectativa é de pelo menos três candidatos, mas nenhuma campanha havia sido oficialmente lançada.
No time da Vila, ainda não existe uma data definida para a votação. Marcelo Teixeira não informou se pretende concorrer novamente. Maurício Maruca já anunciou sua candidatura pela oposição, enquanto Ivan Luduvice afirma que também disputará o cargo.
Crise marca a reta final da temporada. Memphis Depay durante partida no Brasileirão 2026 (Foto: reprodução/Riquelve Nata/Sports Press/Getty Images Embed)
No Tricolor, a escolha será feita pelos conselheiros, e não diretamente pelos sócios. A votação está prevista para a primeira quinzena de dezembro. Harry Massis afirma que assumiu o comando de forma transitória, mas não descarta buscar um mandato completo. A oposição também procura um nome de consenso.
O calendário até o fim do ano
Com as competições sul-americanas encerradas, os próximos compromissos serão pelo Brasileirão.
Corinthians (11 jogos): Fluminense, Internacional, Palmeiras, Vitória, Vasco, Mirassol, São Paulo, Botafogo, Atlético-MG, Grêmio e Remo.
São Paulo (12 jogos): Internacional, Santos, Cruzeiro, Vitória, Vasco, Mirassol, Bahia, Corinthians, Fluminense, Botafogo, Remo e Athletico-PR.
Santos (12 jogos): Remo, São Paulo, Flamengo, Atlético-MG, Fluminense, Bahia, Palmeiras, Red Bull Bragantino, Coritiba, Grêmio, Vitória e Botafogo.
Além dos resultados dentro de campo, os próximos meses serão importantes para a definição dos comandos dos clubes e para o planejamento do próximo ano. As três equipes encerram 2026 sem títulos e chegam ao período decisivo com questões esportivas, financeiras e administrativas ainda em aberto.
