Lissa Martins abre o coração sobre o luto um ano após o falecimento de JP Mantovani e confessa: ‘Sensação que não aconteceu’
A ex-integrante do Rouge relata a dificuldade em aceitar a perda do marido e como equilibra o luto com a responsabilidade de mãe, destacando o papel essencial da rede de apoio
Um ano após a morte do marido, o influenciador JP Mantovani, em acidente de moto em São Paulo, a cantora e atriz Lissa Martins desabafou sobre o processo de luto. Em entrevista ao gshow, a ex-integrante do Rouge revelou como tem convivido com a perda e os desafios da maternidade neste período.
Lissa dormia quando foi despertada pelo som da campainha. Um policial pediu documentação da motocicleta para confirmar se era de JP. Foi assim que ela descobriu, de forma abrupta, que o marido havia morrido em 21 de setembro de 2025 após colidir com um caminhão de limpeza urbana na Marginal Pinheiros.
“Ainda tenho a sensação de que não aconteceu. Sinto que ele foi trabalhar, viajar, me pego muitas vezes em momentos assim, até que vem a realidade de que ele não vai mais voltar”, afirmou Lissa em entrevista ao gshow.
O desconforto dessa oscilação entre negação e realidade marca o dia a dia de Lissa desde então. Ela descreve o luto não como um ponto final, mas como um ciclo que se repete.
O luto em looping
“É um processo que fica meio em looping: um dia está tudo bem, como se ele fosse voltar, no outro, vem a realidade. Fico meio que rodando em círculos”, explicou ao Gshow.
Lissa ficou conhecida nacionalmente aos 18 anos como integrante do Rouge, grupo que marcou geração entre 2002 e 2019. Seu relacionamento com JP durou 11 anos, iniciado quando os dois participaram de A Fazenda 8, em 2015. O casal viveu juntos esse período e construiu uma vida compartilhada.
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Lissa e JP Mantovani (Foto: reprodução/Instagram/@limartinsoficial)
Planos que nunca se concretizaram marcam esse intervalo. JP pediu Lissa em casamento em Paris em dezembro de 2024. Compraram uma casa após o pedido. Mais tarde, em junho de 2025, realizaram o casamento civil. A cerimônia religiosa estava marcada para novembro e não aconteceu.
Nos primeiros meses após o acidente, Lissa passou por um estado de choque profundo. Quando chegou a data de um ano, ela ainda estava assimilando o ocorrido. Assistiu a entrevistas que havia concedido logo após a tragédia. Pessoas comentavam que parecia medicada nos vídeos. Ela não estava, apenas desorientada, processando tudo ao seu redor. “Só depois de seis meses que começou a cair a ficha. É complicado falar dessas datas pontualmente, porque ainda estou assimilando. Vai melhorar”, pontuou.
A filha Antonella, de 9 anos, fruto dos 11 anos de relacionamento, tornou-se simultaneamente sua razão de seguir adiante e seu maior desafio. Lissa precisou acolher a menina enquanto navegava sua própria dor.
Rede de apoio e maternidade
“Sei as pessoas com quem posso contar. Muita gente quer te dar um abraço, acolher, mas não sabe como, e é muito natural”, pondera Lissa sobre a importância de identificar quem está ao seu lado.
A responsabilidade de ser porto seguro para Antonella exigiu trabalho emocional intenso. Lissa buscou ajuda profissional para permitir-se demonstrar vulnerabilidade diante da filha. O objetivo não é esconder a dor, mas mostrar que é possível sentir e ainda assim buscar equilíbrio. Quando se vê desesperada, enxerga a menina como razão para respirar fundo e tentar novamente. “É essencial ter ajuda. É um momento delicado e é muito difícil passar por isso sozinha”, ressaltou em conversa com o gshow.
Lissa tem consciência de que a saudade sempre vai existir. Compreende que as diferentes fases do luto podem ser vividas diversas vezes, e que não há tempo certo para superar uma perda. Cada pessoa processa o luto de maneira única. Mesmo que devagar, a vida segue.
