HBO anuncia elenco de série Democracia Corithiana
Produção conta história do movimento protagonizado por Sócrates, Wladimir e Casagrande, que transformou Corinthians em uma democracia igualitária
A série sobre a Democracia Corinthiana, produzida pela HBO, ganhou os primeiros membros do elenco nesta sexta-feira, 22. Ainda nas fases iniciais de desenvolvimento, a produção contará, em oito episódios, a história do movimento que revolucionou a gestão do time de futebol do Corinthians entre 1982 e 1984.
O elenco
Para viver os jogadores, os personagens principais da história, foram escalados Pedro Lamin como Sócrates, Guthierry Sotero como Wladimir e Davi Araujo como Casagrande, todos ídolos do time paulista e com papeis essenciais na articulação da Democracia Corinthiana. Outro personagem importante nessa “revolução”, o diretor de futebol Adilson Monteiro Alvez, será vivido por Humberto Carrão.
Trailer do documentário Democracia em Preto e Branco, outra produção sobre o movimento (Vídeo: Reprodução/YouTube/Democracia em Preto e Branco)
No lado dos antagonistas, Marco Ricca e Alessandra Negrini, interpretam o cartola Vicente Matheus e sua esposa Marlene, que, com seu modelo de gestão ultra centralizado na própria figura, representava uma oposição política à democracia proposta pelos jogadores mais politizados.
O que foi a Democracia Corinthiana
Um movimento sem comparação com qualquer modelo de gestão antes ou depois, ficou famoso pela implementação de uma democracia radical nas decisões que seriam tomadas em relação ao clube, ou seja, tudo era decidido pelo voto popular, como contratações, as regras de conduta e até onde ia a liberdade de expressão dos jogadores. Se tratando de uma democracia igualitária, todos os votos tinham o mesmo peso. Do técnico, geralmente no topo da hierarquia dentro do time, ao faxineiro, todos tinham o mesmo poder.
Ver esta publicação no Instagram
Post do Corinthians no Dia de Democracia exaltando o movimento democrático dos anos 80 (Foto: Reprodução/Instagram/@corinthians)
Além da importância para o próprio Corinthians, que conseguiu reverter o péssimo aproveitamento em campo de 1981 no bicampeonato paulista de 1982-83, a Democracia se expandiu para além dos gramados. Em um período conturbado da política brasileira, quando a ditadura militar já se encaminhava para o fim, os jogadores corinthianos estampavam em suas camisas slogans exigindo as “Diretas Já!”.
O movimento veio ao fim com o desmonte do time em 1984, quando Sócrates foi para a Fiorentina, da Itália, e Casagrande para o São Paulo.
