Flávio Bolsonaro é rebatido pela CNBB: “ A mentira não se combate com mentira”

Entidade religiosa negou envolvimento na disseminação de informação falsa e afirmou não integrar estruturas político-partidárias

28 set, 2026
Flávio Bolsonaro │ Reprodução/Instagram/@portal.impactto
Flávio Bolsonaro │ Reprodução/Instagram/@portal.impactto

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) rebateu na noite de último domingo (27) a acusação do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de que a entidade havia ajudado a disseminar fake news sobre retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A CNBB negou qualquer participação e cobrou fatos e provas para sustentar a afirmação.

A acusação de Flávio

Flávio Bolsonaro afirmou que o PT tentava disseminar há alguns dias a fake news sobre Nossa Senhora Aparecida. Durante evento de campanha em Goiás no domingo (27), o candidato disse que conseguiu a informação com ajuda de pessoas dentro da CNBB, sem apresentar nomes ou provas. Classificou o episódio como a maior fake news de sua campanha.

A polêmica envolvia um projeto de lei que visava retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A história foi impulsionada nas redes sociais após debate sobre a proposta, que havia sido arquivada há quase 20 anos.

O rebate da CNBB

Em resposta oficial, a CNBB afirmou:

“A CNBB não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral”.

A entidade também declarou:

“A mentira não se combate com outra mentira”.

Segundo a nota divulgada, a CNBB repudia a produção e utilização de informações falsas independentemente de origem ou beneficiário.


Comunicado da CNBB (Foto: reprodução/Instagram/@cnbbnacional)


Em relação à sua postura institucional, a entidade esclareceu:

“A CNBB não integra qualquer estrutura político-partidária, de partido ou candidatura. Suas manifestações sobre as eleições decorrem de sua missão pastoral e de princípios públicos expressos em seus documentos”.

A CNBB destacou que fundamenta suas posições em princípios como dignidade humana, bem comum, democracia e liberdade de consciência.

Sobre a acusação sem comprovação, a entidade finalizou:

“Atribuir à CNBB participação em estruturas de produção ou disseminação de desinformação, sem fatos e provas que sustentem tal afirmação, atinge injustamente a instituição”.

A CNBB ressaltou que acusações sem embasamento não contribuem para a serenidade e responsabilidade do processo eleitoral, reafirmando seu compromisso com verdade, diálogo e paz.

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