Clubes são convidados para encontro com ministros sobre o fim das bets
Sem Lula, encontro está previsto no Palácio do Planalto e dirigentes de clubes buscam alternativas após a decisão do Governo Federal sobre as bets
Depois da edição da Medida Provisória que proibiu as bets no Brasil, clubes e federações de futebol estaduais, além da própria CBF, foram convidados para uma reunião em Brasília nesta terça-feira para discutir o cenário do futebol brasileiro após a medida do Governo Federal.
O encontro irá acontecer no Palácio do Planalto, com as presenças do Ministro da Fazenda, Dario Durigan, o do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, o do Planejamento, Bruno Moretti, e o da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira. Apesar disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não irá participar do encontro.
Novas justificativas
No entanto, ao contrário de outros momentos em que os clubes precisaram ser socorridos pelo financiamento do poder público, é entendido que estejam atuando em regras rígidas de governança com um ambiente de maior controle e menor risco.
A linha de crédito pode chegar à casa dos R$ 20 bilhões para as equipes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro.
Hoje (28), a Federação Paulista de Futebol (FPF) organizou uma reunião para tratar do tema a respeito do fim das bets. A entidade tem trabalhado na articulação da resposta dos clubes paulistas há um mês.
Crédito de socorro financeiro
Os clubes buscam alternativas para o dinheiro investido com patrocínios, a negociação foi iniciada antes da proibição das bets, que se tornaram principais parceiras publicitárias no futebol brasileiro nos últimos anos.

Presidente da CBF, Samir Xaud, em reunião da entidade | Reprodução/X/@NETFLU
A ideia principal seria de que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) conceda empréstimos com taxas abaixo das concebidas no mercado para que os clubes possam negociar dívidas em atraso, além de que parte deste dinheiro seja usada para infraestrutura das equipes em geral.
A própria CBF tem participado das conversas com o governo, com a entrada do Fair Play financeiro neste ano sendo justificada para o acesso dos clubes ao crédito financeiro.
