Dior apresenta coleção de primavera/verão na Paris Fashion Week

Jonathan Anderson apresenta o verão 2027 da Dior com uma coleção que aposta na leveza, assimetria e desconstrução de peças tradicionais

30 set, 2026
Desfile Dior | Reprodução/Instagram/@dior
Desfile Dior | Reprodução/Instagram/@dior

Jonathan Anderson trouxe para as passarelas da Paris Fashion Week nesta terça-feira (29), a coleção da Dior para a temporada Primavera/Verão 2027, que combinou silhuetas fluidas, acessórios, alfaiataria e referências românticas, apenas um ano depois da estreia dele na frente da linha feminina da maison. Em 2025, o estilista assumiu a direção criativa das coleções femininas e masculinas da Dior.

Ideia por trás da Coleção

A ideia do diretor criativo da grife girou em torno da leveza, desconstrução sutil e da beleza da assimetria natural. O ponto inicial surgiu da tradição chinesa das nozes wénwán, usando as formas orgânicas, imperfeitas e as assimetrias da noz como metáfora para a beleza que se desenvolve com o tempo e o toque. Trocando a precisão milimétrica por uma construção fluida o estilista propõe a questão “Quão leve pode ser uma peça?” ao trazer cortes, formatos e tecidos que reforçam a ideia da leveza.


 

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Desfile  durante a Paris Fashion Week (Vídeo:reprodução/Instagram/@dior)


Na passarela, o conceito ganhou forma por meio abotoamentos desalinhados, barras assimétricas, e acabamentos intencionalmente menos “certinhos”. A alfaiataria pesada deu lugar a blazers tratados com a fluidez de vestidos, feitos em chiffon, organza entre outros tecidos. Anderson ainda trouxe contrastes rebeldes e aristocráticos às suas peças, quebrando o tom “composto e arrumado” historicamente associado à marca.

Apostas da Marca para a Coleção

De tecidos leves à calças metalizadas, nós utilitários à babados, plissados e volumes românticos, a Dior aposta em uma coleção de verão que equilibra o etéreo e o urbano. Um dos destaques da coleção foram os blazers transparentes, aparecendo em cores sólidas e também em versões de xadrez e listras, combinando a estrutura tradicional com a fluidez dos tecidos. Além dos blazers, Anderson também apresentou na passarela, camisas e vestidos com plissados delicados e tops justos com grandes laços.


 

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Um dos looks do desfile (Foto:reprodução/Instagram/@dior)


Acessórios também roubaram a cena no desfile com os brincos em cascata de flores e tules usados apenas em uma das orelhas funcionando como uma extensão das próprias roupas, ajudando a construir o movimento dos looks. Os nós utilitários apareceram como alternativa aos cintos e botões tradicionais para marcar a cintura, transformando a construção das roupas sem perder a praticidade.
Por fim, o estilista ainda entregou uma reinterpretação de um clássico da Maison, o vestido La Cigale (1952) de Christian Dior teve sua silhueta histórica recriada com camadas de tule plissado rosa-claro, que trouxe um frescor moderno e jovem.

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