Noruega quer proibir óculos inteligentes em espaços públicos

Tendência mundial de restrição de óculos com câmeras chega à Noruega e pode proibir gravação indevida usando esses e outros dispositivos

07 out, 2026
Meta Glasses com câmera visível na armação | Reprodução/Instagram/@metaglasses
Meta Glasses com câmera visível na armação | Reprodução/Instagram/@metaglasses

O governo da Noruega anunciou, nesta semana, que está preparando a legislação para proibir o uso de óculos inteligentes, ou seja, que gravam vídeo e têm ferramentas de IA, em lugares públicos ou qualquer outra situação em que pessoas possam ser gravadas sem consentimento.

A ideia seria proibir esses aparelhos em parques, praias, shoppings, escolas, piscinas e vestiários de academia. Basicamente, qualquer lugar público, com crianças ou que represente algum risco à privacidade alheia. Ainda há debates sobre estender a proibição a outros dispositivos inteligentes que podem ser usados no corpo.

A polêmica dos Meta Glasses

Os últimos anos, depois do lançamento do Ray-Ban Meta em 2023, viram uma escalada de pegadinhas e vídeos humorísticos gravados com pessoas em shoppings ou na rua sem que elas soubessem que estavam “participando”. Apesar da natureza inofensiva da maioria das brincadeiras, essa tendência levantou debates sobre exposição indevida nas redes e pode gerar repercussões legais para quem grava.


 

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Demonstração das capacidades do Meta Glesses em anúnico da Meta (Vídeo: Reprodução/Instagram/@metaglasses)


Segundo a Meta, há mecanismos para saber se o óculos está gravando, como um LED na lateral da armação que, caso obstruído ou danificado, impede todas as funções “inteligentes” do aparelho. Isso, no entanto, já foi provado falso por inúmeros adaptadores à venda que cobrem o aviso ou mesmo tutoriais na internet de como desativá-lo.

Em outros países

A Noruega não é a única que monitora de perto essa situação. Em Nova York, óculos ou qualquer outro acessório com capacidade de realizar gravações são proibidos em prédios do Sistema Judiciário desde 20 de julho. Uma situação parecida acontece na Inglaterra e no País de Gales, onde os óculos da Meta também foram proibidos em tribunais.

Na Austrália, a ministra do Serviço Público, Katy Gallagher, analisa uma possível proibição desses dispositivos em prédios governamentais. Enquanto isso, na União Europeia. O Comitê Europeu de Proteção de Dados encomendou estudos sobre a tecnologia para poder debater melhor um marco regulatório.

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