As tendências que dominaram a Paris Fashion Week e prometem invadir o guarda-roupa das celebridades

Semana de Moda de Paris apresentou as novidades e os destaques para a temporada Primavera/Verão 2027, com destaque a pele à mostra e produções maximalistas

09 out, 2026
Tendências destaques da Paris Fashion Week | Reprodução/Instagram/@chloe/@chanelofficial/@lacoste
Tendências destaques da Paris Fashion Week | Reprodução/Instagram/@chloe/@chanelofficial/@lacoste

O encerramento da Paris Fashion Week marcou a conclusão da temporada internacional de Primavera/Verão 2027. Após nove dias de apresentações, cerca de 70 desfiles e inúmeras produções, o evento consolidou os destaques que ditarão a estética da próxima estação. Elementos marcantes assumiram o protagonismo das passarelas, como a presença do sutiã integrado ao visual no papel de top, inserido em uma proposta de recortes reveladores e a predominância do amarelo, tom que atravessou as coleções com expressiva frequência.

Desfiles destaques e o tom da estação

No grupo de desfiles definidores da temporada, a Celine assumiu papel de destaque, sendo aclamada como a principal apresentação do mês por diversos analistas do setor. A Chanel igualmente consolidou-se entre os momentos de maior repercussão, registrando o convite mais disputado do calendário. Por sua vez, Lacoste e Loewe surpreenderam o circuito ao apresentarem coleções pautadas por conceitos de estética fresh e apelo comercial.

Além das grandes marcas, os desfiles da Semana de Moda de Paris receberam outro destaque central: a cor amarela. Nas passarelas, a tonalidade passou por uma evolução notável ao consolidar-se em duas vertentes principais: o refinamento do butter yellow, nuance suave e cremosa apresentada por grifes como Chloé, Dior, Schiaparelli e Vaquera,  e a transição gradual para tons mais quentes e terrosos.


Amarelo é a cor destaque da Chanel (Foto: reprodução/Victor Virgile/Getty Images Embed)


O amarelo revelou sua versatilidade em produções que variaram de looks monocromáticos e vestidos fluidos de alfaiataria a composições em tecidos leves e transparências.

Sutiã como top e a alfaiataria ultraleve

Marcas como Miu Miu, Hermès e Tom Ford apostaram nos sutiãs como top. A peça ganhou infinitas possibilidades, surgindo em renda, bandagem ou até mesmo confeccionada a partir de lenços. Apesar de essa modelagem já circular pelo universo fashion, agora ela se consolidou como uma das grandes marcas da temporada.

O uso do sutiã como top insere-se em uma macrotendência que vem concentrando as atenções nos desfiles e nos tapetes vermelhos ao redor do mundo. Marcada por composições reveladoras e pela exposição estratégica da pele, a estética do skin-out reafirma o retorno das transparências e dos recortes ousados como pilares do guarda-roupa contemporâneo.


Top como sutiã é destaque da Miu Miu (Foto: reprodução/Victor Virgile/Getty Images Embed)


Em outra versão, focada no “corpo coberto” e que já circulava pelas passarelas, inclusive na moda masculina, destaca-se a alfaiataria ultraleve. Essa proposta dialoga diretamente com as transformações climáticas, as intensas ondas de calor e a necessidade de adaptação do vestuário. Texturas ultraleves dominaram as coleções da temporada, destacando-se peças em tecidos fluidos e diáfanos.

Alfaiataria ultraleve é tendência para as altas temperaturas (Foto: reprodução/Estrop/Getty Images Embed)


O diferencial do corte reside no contraste entre leveza e forma: mesmo projetados para o conforto térmico, diversos looks ostentam um caimento estruturado que simula a presença da alfaiataria tradicional.

Transparência e corpo à mostra

A tendência do sutiã como top antecipa outro destaque da temporada: muita pele à mostra e poucas peças no corpo. Da Chanel à Balenciaga, as composições da estação apostaram com força no topless, em comprimentos mini e em tecidos com transparência.

A estética revisita velhas fórmulas, mas ganha leituras críticas que a conectam diretamente ao retorno dos corpos ultramagros e ao impacto dos fármacos injetáveis para perda de peso. O fenômeno sugere uma clara disposição da indústria e dos consumidores em colocar em evidência as silhuetas resultantes dessa transformação.


 

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Tom Ford se destacou pela pele à mostra (Foto: reprodução/Instagram/@tomford)


Essa tendência foi um dos pilares da coleção de verão da Tom Ford, que explorou o corpo à mostra de forma urbana, sombria e precisa. A grife apostou na nudez estruturada, projetada por meio de aberturas geométricas, alfaiataria em contato direto com a pele e recortes dramáticos em vestidos de presença escultural.

Maximalismo e estética Rococó

A temporada recente dos desfiles de moda abandonou de vez a era clean girl. O maximalismo está oficialmente de volta à cena, acompanhado por stylings complexos, bordados, camadas decorativas, sobreposição de acessórios e tons metálicos. Tudo isso apareceu inclusive em composições de apelo mais casual.

Desfile Saint Laurent (Foto: reprodução/Victor Virgile/Getty Images Embed)


A Saint Laurent protagonizou um dos momentos áureos da temporada ao estruturar sua coleção praticamente inteira em variações de dourado. O espetáculo opulento garantiu à grife o posto de um dos maiores destaques do calendário internacional.

Cintos como destaque dos acessórios

Os cintos conquistaram protagonismo absoluto na Paris Fashion Week, transicionando de meros utilitários para elementos centrais na arquitetura das silhuetas. Nas passarelas e no styling da temporada, o acessório sobressaiu-se deslocado para a linha do quadril no intuito de criar um efeito visual que alonga o tronco.

Paralelamente, maxicintos e faixas no estilo corset ou obi redefiniram proporções, ao passo que cordas, correntes metálicas e amarrações criativas inovaram em relação à matéria-prima clássica, surgindo sobrepostos a camisas, transparências, casacos e bolsas.

O encerramento da semana de moda parisiense deixa claro que a próxima temporada será definida pela liberdade de escolhas. Entre a sofisticação solar do amarelo, a leveza das peças que deixam a pele respirar e o toque dramático dos maxiacessórios, as passarelas desenharam um cenário vibrante onde a moda volta a ser, acima de tudo, um espaço de expressão pessoal, atitude e celebração da silhueta.

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