Meta nega interferência e atribui queda nas visualizações de Lula a falha técnica global

Empresa afirma que incidente bloqueou contagem de reproduções dos Reels entre 15h50 e 20h49, mas entrega de conteúdo continuou normal

13 out, 2026
Meta aponta falhas técnicas para explicar redução no alcance de Lula nas redes I Reprodução/Instagram
Meta aponta falhas técnicas para explicar redução no alcance de Lula nas redes I Reprodução/Instagram

A Meta afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral que uma falha técnica global causou a queda nas visualizações de vídeos do presidente Lula em 7 de outubro. O incidente bloqueou os sistemas de contagem de reproduções dos Reels do Instagram entre 15h50 e 20h49, afetando criadores em mais de cem países. A manifestação foi protocolada em 12 de outubro pela Facebook Serviços Online do Brasil.

A Coligação Brasil Pronto pra Mais, formada por PT, PSB, PDT, PCdoB, PV, PSol e Rede, acusa a Meta de interferência eleitoral em favor de Flávio Bolsonaro. A coligação moveu ação no TSE alegando seletividade algorítmica e restrição de alcance aos conteúdos de Lula. Segundo a coligação, episódios anteriores indicam um padrão: a retirada do perfil de Lula do mecanismo de buscas do Instagram em dezembro de 2025, a desativação da conta de anúncios durante o primeiro turno, a interrupção nas visualizações e curtidas em 8 de outubro, e o impedimento de impulsionar publicações em 9 de outubro.

Acusações da coligação

A Meta sustenta que o problema atingiu criadores de conteúdo em mais de cem países, não apenas Lula. A empresa afirma que a distribuição dos conteúdos da conta oficial de Lula ficou “substancialmente acima de sua própria linha de base recente” na data. Conforme a empresa, o incidente não afetou a entrega dos conteúdos nem teve relação com o Brasil ou com campos políticos específicos.

Um incidente bloqueou os sistemas que contabilizam reproduções dos Reels do Instagram entre as 15h50 às 20h49 de 7 de outubro. Nesse período, as contagens podem ter aparecido como zero ou congeladas.

“Enquanto a entrega do conteúdo continuou normalmente”.


Meta se pronuncia sobre queda nas visualizações de Lula e descarta interferência (Foto: reprodução/ NurPhoto/ Getty Images Embed)


Procedimento no TSE

O ministro Marco Aurélio Bellizze, juiz auxiliar de propaganda do TSE, deu 48 horas para a Meta prestar esclarecimentos técnicos. A empresa pediu à Justiça Eleitoral mais 48 horas para informar as medidas aplicadas aos perfis oficiais de Lula desde 16 de agosto. A Meta recusou-se a fornecer informações individualizadas sobre contas de terceiros, alegando sigilo.

A coligação e a Procuradoria-Geral Eleitoral terão 24 horas cada para se manifestar após a resposta da Meta. Só então o pedido de tutela de urgência será analisado. O segundo turno das eleições está marcado para 25 de outubro, com Flávio Bolsonaro como adversário de Lula.

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