Trump recebe críticas por importação de diesel russo
Uma semana após aprovar tarifas a países que importem gás e petróleo russos, Trump fecha acordo com Putin para aliviar preços de combustível
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está sendo duramente criticado por republicanos e democratas após fechar um acordo para a importação de diesel russo. O acerto com Putin tem caráter de urgência para o mandatário, já que se aproximam as eleições de meio de mandato e seu governo perde cada vez mais aprovação por conta do impasse em Ormuz e a alta do preço do combustível.
O plano de Trump
Anunciado na última sexta-feira, 9, o acordo prevê a importação de 300 mil toneladas de diesel para abastecer o mercado americano, além de outras remessas. A ideia é conseguir a liberação de mais 500 mil toneladas em novembro e um milhão de toneladas posteriores. Caso a Ucrânia pare de bombardear refinarias russas, três milhões de toneladas adicionais serão importadas.

Trump anuncia o fim dos ataques a alvos energéticos entre Rússia e Ucrânia (Foto: Reprodução/TruthSocial/@realDonaldTrump)
O alívio no preço dos combustíveis seria imediato, principalmente na agropecuária, atual alvo da boa vontade de Trump, mas viria com o custo de obrigar a aliada Ucrânia a deixar de lado alvos da infraestrutura energética da Rússia. O Presidente já tinha anunciado um acordo para cessar os ataques, mas as tensões só escalaram entre as duas nações.
As principais críticas
A notícia do acordo entre Trump e Putin foi um desenvolvimento um pouco inesperado na política intencional dos Estados Unidos. Na semana passada, o Presidente americano aprovou sanções e tarifas a países que comercializem petróleo e gás russo. Um grupo de sete senadores, quatro republicanos e três democratas, publicou uma declaração lembrando Trump que o Congresso proibiu “importações de energia russa em 2022 para impedir que dólares americanos financiassem a guerra de Putin contra a Ucrânia”.
Seguindo uma linha parecida, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que não deve poupar críticas a Trump após o mandatário sugerir que “encontrem um novo líder” para a Ucrânia, afirmou que o acordo seria “um investimento em uma guerra que precisa acabar”.
