Trump anuncia exploração de recursos na Groenlândia
Após pacto de defesa militar, Trump prevê extração de petróleo e minérios em breve na ilha e reforça o valor geopolítico estratégico da região
Nesta terça-feira (13), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o território autônomo da Groenlândia está prestes a receber, muito em breve, uma grande operação cujo objetivo é extrair minerais, combustíveis fósseis e gás natural. Tal pronunciamento ocorre pouco tempo após ser selado um acordo que garante autoridade permanente de segurança às forças norte-americanas sobre a ilha.
Trump, ao utilizar a sua rede social Truth Social, em um tom de comemoração, argumentou que especialistas na área possuem estimativas de que o local abrigue uma das maiores reservas petrolíferas de fácil extração do planeta, reforçando que uma busca em larga escala por esses recursos naturais começará logo. Além disso, ele comentou sobre a fria região, chamando-a de “nossa nova e bela Groenlândia”.
Importância geopolítica e aliança
O líder político reforçou a relevância geopolítica do território como um ponto-chave para a proteção de seu país e de seus aliados europeus, destacando que quaisquer eventuais agressões direcionadas aos EUA teriam que atravessar a ilha, garantindo tempo para interceptar e combater futuros riscos. Segundo o presidente, aquela terra proporciona um nível de localização, visibilidade e tempo de resposta incomparável com qualquer outro lugar do globo.
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Acordo entre EUA, Dinamarca e Groenlândia (Foto:Reprodução/Instagram/@denmarkinusa)
Esse posicionamento vem logo após o pacto de segurança recente, firmado no mês de setembro pelas nações dos Estados Unidos, da Dinamarca e da Groenlândia, que assegura aos norte-americanos o domínio definitivo da proteção militar da área. Com essa aliança sendo uma grande vitória para os interesses geopolíticos estadunidenses na região, Trump definiu aquele momento como um marco histórico.
Soberania e barreiras locais
Em contrapartida, o chefe de governo da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, pontuou que o tratado contempla as necessidades do território e tende a gerar vantagens mútuas, enquanto as autoridades dinamarquesas garantiram que o acordo resguarda a soberania do país e o desejo de sua população. A ilha, que está situada geograficamente entre a Europa e a América do Norte, é tida pelos EUA como uma solução para a vigilância de perigos vindos da região ártica, e também atrai a atenção de potências graças às suas abundantes reservas de recursos, como gás natural, minérios e petróleo.
Trump enfrenta obstáculos no território autônomo da Groenlândia (Foto:Reprodução/Getty Images Embed/Sean Gallup)
Antes desse acordo, Donald Trump reiterava que a ilha desempenhava um papel fundamental na segurança nacional e na vigilância de manobras militares de nações rivais, defendendo o aumento da influência dos EUA no território, chegando a ter a ideia de tentar comprá-lo ou integrá-lo ao seu país. Embora o político esteja demonstrando grande empolgação, os seus planos para obter os recursos naturais encontram barreiras colocadas por protestos de populações locais e comunidades indígenas, além de normas ambientais severas.
