STJ permite que Vasco enfrente Boca Juniors no Maracanã

Após quase um mês de novela, Vasco vence na justiça de consócio Fla-Flu e não precisará jogar semifinal da Sul-Americana no Paraguai

15 out, 2026
O estádio do Maracanã | Reprodução/Instagram/@maracana
O estádio do Maracanã | Reprodução/Instagram/@maracana

A Justiça negou, nesta quinta-feira, 15, negou o pedido do consórcio formado por Flamenfo e Fluminense para suspender o jogo entre Vasco e Boca Juniors na próxima terça-feira, 20, no Maracanã. A novela para usar ou não o estádio no duelo dura quase um mês, mas parece ter chegado ao fim com a decisão do Superior Tribunal de Justiça.

A polêmica

O Vasco formalizou um pedido para usar o Maracanã no dia 21/09, um pouco menos de uma semana após se classificar para as semifinais da Copa Sul-Americana, que seria disputada contra o Boca Juniors em jogos da ida e volta, um em Buenos Aires e um no Rio de Janeiro. O clube carioca tem estádio próprio, São Januário, mas com capacidade quatro vezes menor. A CONMEBOL também estipula uma lotação mínima de 30.000 torcedores para jogos da semifinal, exigência que o Vasco não conseguiria cumprir.


 

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Anúncio que o jogo seria no Maracanã, antes do recurso do consórcio Fla-Flu (Foto: Reprodução/Instagram/@vascodagama)


Apesar de ser um estádio municipal, o Maracanã é administrado por um consórcio formado por Flamengo e Fluminense. Alegando preservar o gramado e falta de calendário, o pedido foi negado. O Vasco recorreu, então ao Ministério Público do Rio de Janeiro, que mandou autorizar o uso do estádio. O clube chegou a começar a venda dos ingressos, mas foi a vez dos rivais entrarem com um recurso tentando barrar a realização do confronto. Caso o dilema não fosse resolvido, a CONMEBOL anunciou que realizaria o jogo no Paraguai.

A decisão

O recurso foi analisado pelo presidente do STJ, Luis Felipe Salomão. Ele é tio de Paulo Salomão, que foi vice-presidente da gestão Pedrinho no Vasco. Segundo o ministro, não cabia ao tribunal julgar o caso por falta de legitimidade jurídica. Ele considera que, apesar da Fla-Flu Serviços SA explorar economicamente o Maracanã, ela não poderia conceder, ou deixar de conceder, um serviço público tal qual a utilização do estádio. Alan Belaciano, presidente da Assembleia Geral do Vasco, comemorou a decisão: “Confundiram concessão com propriedade”.


O presidente da Assembleia Geral do Vasco comemorando a decisão (Foto: Reprodução/X/@alan_belaciano)


Com o imbróglio do estádio resolvido, o Vasco tem boas chances de avançar para a final do torneio. Contando com o apoio de sua torcida, que esgotou os ingressos à venda, e o resultado favorável de 1×0 no jogo de ida, talvez os rivais precisem recorrer a algo maior que a justiça dos homens para parar o Gigante da Colina.

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