Trump manda cerca de 600 militares para a américa latina

De acordo com o jornal New York Times, o atual governo dos EUA está enviando soldados para operações de treinamento no Panamá, Colômbia e Honduras

15 out, 2026
Donald Trump | reprodução/wikimedia commons/The White House
Donald Trump | reprodução/wikimedia commons/The White House

Centenas de soldados norte-americanos foram enviados em direção à América Latina como parte de uma ampliação ofensiva militar do governo atual de Donald Trump. Segundo o jornal New York Times, a iniciativa do presidente vem da intenção de combater o tráfico de drogas na região. O batalhão do movimento é composto por cerca de 600 militares, que vão participar de treinamentos e exercícios com as forças locais do Panamá, da Colômbia e das Honduras. O portal de notícias americano compartilhou as informações nesta quinta-feira, dia 15 de outubro, baseando-se em relatos anônimos das autoridades do país.

 

O que diz o New York Times

O jornal afirma que os primeiros integrantes do exército já começaram a ser enviados em direção à um centro de treinamento no Panamá. Em seguida, os soldados vão para a Colômbia, ainda em outubro, participarão de exercícios militares. A última parte deste grupo será deslocada para Honduras, com o mesmo objetivo de atividades de treinamento com forças locais.

Somado a isso, o jornal segue com a matéria dizendo que uma parte dos militares poderá prestar apoio às forças de operações especiais americanas que assessoram os exércitos locais  em ações contra suspeitos de tráfico de drogas.

Inicialmente, de acordo com o NYT, os deslocamentos são temporários, porém, futuramente, as Forças Armadas americanas podem se tornar presentes de forma permanente na América Latina.


Soldados Americanos em Marcha Solene (foto: reprodução/getty images embed/Wathiq Khuzaie)


A ofensiva militar se amplia

O New York Times diz que “Exercer mais influência sobre a América Latina é uma prioridade da administração Trump”.

Com as eleições na América Latina, aqueles que têm mais proximidade diplomática e política com Trump vem subindo ao poder. O NYT completa dizendo que a possibilidade de operações militares do país tem levantado preocupações sobre a soberania dos países, os levando a se lembrarem de um histórico de intervenções dos Estados Unidos na região.

A previsão da retomada da Doutrina Monroe como estratégia de segurança nacional, que buscava impedir a interferência de potências nas Américas, foi divulgada pelo governo americano em dezembro de 2025.

A estratégia prevê expandir investidas militares contra embarcações suspeitas de transportar drogas para alvos em terra. Isso levou o Comando Sul dos Estados Unidos a realizar 71 ataques contra embarcações no Caribe e no Pacífico Oriental, que deixaram pelo menos 239 mortos. Sem provas das acusações, os militares do país afirmam que as vítimas estavam envolvidas com o tráfico de drogas, diz o jornal.

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