Bolsa Família: governo anuncia mudança no calendário

Governo federal muda o calendário do Bolsa Família em outubro e prevê a medida até dezembro com novas datas o valor mínimo e quem tem direito ao benefício

19 out, 2026
Cartão do Bolsa Família | Reprodução/Governo Federal/@govbr
Cartão do Bolsa Família | Reprodução/Governo Federal/@govbr

O Governo Federal anunciou nesta segunda-feira (19) mudanças no calendário do Bolsa Família de outubro, com depósitos concentrados em três datas. A parcela deste mês terá valor mínimo de R$ 691, anunciado em 17 de setembro.

Segundo o governo, a medida busca reduzir os impactos do super El Niño sobre as famílias mais vulneráveis. A mudança foi anunciada seis dias antes do segundo turno das eleições, marcado para domingo, 25 de outubro, e também será adotada em novembro e dezembro.

Veja como fica o calendário do Bolsa Família

Mesmo com a alteração, os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) terminado em 1 e 2 recebem nas datas previstas no calendário regular. Quem tem final 1 recebe em 19 de outubro, enquanto o grupo com final 2 recebe no dia 20. A partir de quarta feira (21), os depósitos serão reunidos para quem tem NIS terminado em 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0.

A decisão foi tomada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), com base em análises sobre o aumento de desastres climáticos e nas previsões para os próximos meses. A intenção é ajudar as famílias a enfrentar possíveis dificuldades provocadas por eventos extremos, como secas, tempestades e enchentes.

A medida também vale para novembro e dezembro. Segundo as previsões, o super El Niño pode afetar diferentes regiões do Brasil nos últimos meses do ano. No Norte, em áreas do Nordeste e do Centro Oeste, a falta de chuva pode agravar a seca. Já no Sul e em partes do Sudeste, o excesso de água pode aumentar o risco de alagamentos e inundações.

Moradores de municípios com situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos pelo Governo Federal podem ter acesso ao benefício no primeiro dia do calendário, independentemente do final do NIS. A medida procura facilitar o acesso ao dinheiro para quem vive em áreas atingidas por desastres.



Antecipação de datas para o Bolsa Família (Vídeo: Reprodução/Youtube/CNN Brasil)


Quem pode receber o Bolsa Família?

O Bolsa Família é um programa social criado para apoiar famílias de baixa renda e ajudar no pagamento de despesas essenciais, como alimentação, transporte e contas da casa. Para ter direito ao benefício, a renda mensal por pessoa da família deve ser de até R$ 218. O cálculo é feito pela soma dos rendimentos de todos os moradores da residência, dividida pelo número de pessoas.

Também é necessário estar inscrito no Cadastro Único, conhecido como CadÚnico, e manter os dados atualizados. O cadastro pode ser feito gratuitamente em um posto de atendimento social do município, como o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). Porém, estar registrado não garante a entrada automática no programa, pois o governo precisa analisar as informações e verificar se a família atende aos critérios.

Os participantes devem cumprir algumas exigências relacionadas à saúde e à educação. Entre elas estão manter a vacinação das crianças em dia, acompanhar o desenvolvimento infantil, garantir a frequência escolar de crianças e adolescentes e realizar o acompanhamento pré natal durante a gestação. Essas condições buscam ampliar o acesso a serviços essenciais e contribuir para o bem estar familiar.

O valor recebido depende das regras do programa e da composição da família. O benefício inclui um valor mínimo e pode ter adicionais conforme a presença de crianças, adolescentes e gestantes. Por isso, o total depositado pode variar de uma família para outra. Para consultar a situação do cadastro e os valores disponíveis, os beneficiários podem utilizar os canais oficiais do Bolsa Família e o aplicativo Caixa Tem.

Para continuar recebendo o Bolsa Família, as famílias devem manter os dados atualizados no CadÚnico e informar mudanças de endereço, renda ou número de moradores. Essas informações ajudam o governo a verificar se os beneficiários continuam dentro das regras do programa e a garantir que o auxílio chegue a quem precisa.

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