Coréia do Norte rebate boatos sobre a morte Kim Jong-Un

Após onda de alegações sobre o suposto falecimento do líder norte-coreano o governo do país divulga fotos do general em eventos com sua irmã

20 out, 2026
Kim Jong-Un e Kim Yo Jong | Reprodução/X/@nknewsorg
Kim Jong-Un e Kim Yo Jong | Reprodução/X/@nknewsorg

Inúmeras alegações sobre a suposta morte do líder norte-coreano, Kim Jong-Un, começaram a circular pela internet recentemente. Os relatos sem provas que confirmavam sua veracidade afirmavam que ele teria vindo a óbito depois de entrar em coma graças à uma hemorragia cerebral. Em resposta, o país divulgou imagens onde o líder é visto inspecionando sapatos e roupas femininas em um evento no dia 19 de outubro deste ano ao lado de sua irmã, Kim Yo Jong. 

Este tipo de rumor relacionado à Coréia do Norte é comum, pois é difícil conseguir qualquer tipo de informação interna do país, o que cria um campo fértil para as especulações que correm internacionalmente. O dissidente que divulgou a informação  se identifica como presidente do Partido Democrático Chinês, que é um grupo proibido pelas autoridades da China.

De onde surgiram os boatos

Um dissidente chinês radicado nos EUA e associado ao Partido Democrático da China chamado Wanjun Xie, postou nas redes sociais várias alegações dizendo que Kim havia falecido, sendo transferido para Pequim porque Coreia do Norte supostamente não teria os equipamentos médicos necessários para o seu tratamento, adicionando também que a China enviou 9.000 soldados para Pyongyang por temer uma crise de sucessão. 

Logo depois, seguiu dizendo que uma equipe de especialistas do Hospital da Faculdade de Medicina da União de Pequim foi enviada à Coreia do Norte para tratar o líder da Coréia do Norte após ele ter sofrido com uma grave hemorragia cerebral. O relato não comprovado do dissidente, Xie, complementa declarando que Kim Jong-Un entrou em coma antes mesmo de sua transferência para Pequim, onde os médicos não tiveram sucesso ao salvá-lo.

Finaliza, então, narrando que o corpo foi secretamente devolvido à Coréia do Norte. Os boatos também levantaram questionamentos sobre a possibilidade de Kim Yo Jong, irmã de Kim Jong-Un, assumir o controle do regime.

Veracidade das informações e a saúde do líder

Apesar de terem repercutido com bastante facilidade pela internet, nenhuma das alegações veio acompanhada de mídias que comprovassem sua autenticidade, como registros médicos, fotografias, testemunhas identificáveis  ou outras provas de forma independente.

As fotos postadas pelo governo e posteriormente divulgadas pela mídia estatal norte-coreana na segunda-feira, mostram o líder do país olhando para calçados infantis, gesticulando em direção a autoridades e inspecionando casacos femininos em uma exposição de roupas e calçados. Elas surgiram poucas horas depois de toda a repercussão.


Kim Jong-Un com sua irmã em evento (foto: reprodução/X/@nknewsorg)


A saúde de Kim, porém, tem sido pauta de questionamentos internacionais há muito tempo. O Serviço Nacional de inteligência da Coréia do Sul informou aos legisladores que o líder da Coréia do Norte pesa aproximadamente 140 quilos e tem enorme risco de enfrentar doenças cardiovasculares devido à sua obesidade grave.

A agência de espionagem informou, em contrapartida, que não detectou sinais significativos que indiquem o comprometimento da saúde de Kim, citando como exemplo a capacidade dele de subir escadas correndo durante uma inspeção de um destróier da Marinha.

Kim compareceu anteriormente à inauguração do Museu da Revolução da Defesa Nacional em 11 de outubro, conforme descreveu a mídia estatal norte-coreana em um relato da cerimônia que foi publicado apenas dois dias depois.

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