Isabel Teixeira revela decisão de retirar as mamas para prevenir riscos após diagnóstico genético

Atriz descobriu alteração no gene TP53 em 2019 e aprendeu que filha também herdou a predisposição genética para câncer

21 out, 2026
Isabel Teixeira | Reprodução/Instagram/@isabelteixeira
Isabel Teixeira | Reprodução/Instagram/@isabelteixeira

Depois de investigar o histórico de câncer na família, a atriz Isabel Teixeira descobriu que porta a síndrome de Li-Fraumeni, uma condição genética hereditária que eleva o risco de desenvolver vários tipos de câncer. A mãe dela faleceu em 2006 e a avó em 2005, ambas por causa da doença. Com o resultado do exame que identificou a alteração no gene TP53 em 2019, Isabel decidiu submeter-se à mastectomia profilática, a retirada preventiva das mamas.

O impacto do diagnóstico foi profundo. Segundo Isabel:

“Num primeiro momento, eu fiquei sem chão”

Em resposta à descoberta, a atriz promoveu mudanças significativas no estilo de vida. Parou de fumar, deixou de beber álcool e incorporou a prática regular de exercícios físicos. Essas escolhas integram sua estratégia pessoal de controle de risco, que culminou na decisão pela cirurgia preventiva.

O impacto na família

Como a síndrome é hereditária, Isabel enfrentou a possibilidade de ter transmitido a alteração genética aos filhos. Os testes revelaram resultados diferentes para cada um: o filho testou negativo, enquanto a filha testou positivo para a mesma predisposição.

“Meu filho deu negativo e minha filha deu positivo. Também é um outro choque”, disse Isabel Teixeira.

A filha precisará acompanhar-se regularmente com médicos devido à mesma predisposição genética, trazendo novas responsabilidades e cuidados à rotina familiar.


 

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Isabel Teixeira revela decisão de retirar as mamas para prevenir riscos (Vídeo: reprodução/Instagram/@isabelteixeira/@showdavida)


A síndrome de Li-Fraumeni e a prevenção

A síndrome de Li-Fraumeni é uma condição hereditária rara associada a mutações no gene TP53, responsável por proteger o organismo contra o desenvolvimento de tumores. Quando esse gene sofre alterações, esse mecanismo de proteção fica comprometido, elevando significativamente o risco de surgimento de múltiplos tipos de câncer.

Isabel reconhece que viver com essa predisposição genética exige vigilância constante, mas encontra força na prevenção. Conforme declarou:

“Talvez eu tenha câncer. Esse é um medo que não me paralisa, porque eu acredito que a prevenção também é cura”

A atriz compreende que a prevenção não oferece garantias absolutas contra o câncer, mas que o acompanhamento regular é fundamental para a detecção precoce de tumores e para a adoção de estratégias individualizadas de redução de risco. Embora a mastectomia profilática seja uma medida importante em seu plano de saúde, ela não exclui a possibilidade de outros tipos de tumor surgirem no futuro.

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