Líderes nos EUA temem interferência de Trump nas midterms

Governantes começam a se movimentar caso o presidente do país tente interferir nas eleições de meio de mandato após falas problemáticas

21 out, 2026
Donald Trump | reprodução/wikimedia commons/The White House
Donald Trump | reprodução/wikimedia commons/The White House

O sistema eleitoral norte-americano tem sido pressionado cada vez mais pelo próprio presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o que vem deixando as autoridades do país cada vez mais alarmadas. Elas temem que o líder tente interferir nas eleições de meio de mandato (ou midterms). Ao mesmo tempo, Trumpistas que fazem parte do movimento MAGA, Make America Great Again e “Façam a América (EUA) grande novamente”, falam ainda mais abertamente sobre a lei marcial, que é o uso de poderio militar para realizar uma assistência dramática ou até substituir as leis de uma nação em tempos de emergência.

 

Autoridades alertam sobre possível interferência nas eleições 

O jornal “The Washington Post” menciona que suas fontes dizem que um pequeno grupo de autoridades vêm aconselhando secretamente os governos estaduais e parlamentares do Congresso sobre maneiras de como se preparar caso o governo Trump tente interferir nas eleições legislativas. De acordo com o portal, algumas delas já trabalharam no combate ao autoritarismo no exterior.

A iniciativa vem logo após as falas problemáticas do presidente em tom autoritário sobre o pleito. Anteriormente, Donald Trump disse que:

  • “os EUA vão queimar como a França” caso os democratas vençam as midterms;
  • promete US$ 5 mil para cada cidadão caso o partido republicano, do qual ele é parte, mantenha o controle sobre o Congresso após a eleição;
  • o sistema de votos é cheio de fraudes;

Os integrantes disseram ao jornal que a movimentação não seria motivada por um viés político, mas por uma preocupação crescente de que Trump possa prejudicar a democracia dos EUA ao comprometer a integridade da votação para manter o Partido Republicano no poder, de acordo com o portal do G1.


Presidente  Donald Trump (foto: reprodução/getty images embed/Bloomberg)


Nos últimos meses o grupo vem consultando autoridades de dez estados, o que inclui governadores, responsáveis eleitorais e políticos da Câmara dos Deputados e do Senado de ambos os partidos políticos que também compartilham do temor de uma intervenção federal.

Ao descrever as reuniões parlamentares, um integrante do grupo afirmou ao Washington Post que: “Todos disseram que estão preocupados, mas não sabem o que fazer. O resultado que esperamos é que os estados estejam preparados para qualquer eventualidade, caso ela ocorra”

Lauren Bis, porta-voz da Casa Branca, afirma que o Governo Trump está apenas “tomando medidas para proteger as eleições” ao rejeitar as preocupações levantadas pelo grupo e culpar os democratas por não apoiarem leis eleitorais mais rigorosas.

 

Pressão do MAGA sobre Trump

Ativistas mais radicais que fazem parte do movimento MAGA vem pressionando o presidente dos Estados Unidos para tomar medidas mais extremas, uma delas sendo instaurar as leis marciais caso considerem as eleições de meio de mandato “fraudulentas” de acordo com o site do Baixos.

Ainda segundo o portal, Tina Peters, que havia sido presa em 2024 por violação dos equipamentos eleitorais no estado do Colorado, foi liberada em junho de 2026 por ter sua pena de 9 anos reduzida. Em 2020, a mulher foi uma das maiores vozes da narrativa que as eleições daquele ano haviam sido fraudadas.

Tina, ao lado de seu advogado Peter (amigo de infância do presidente), visitaram a casa branca e logo após participaram de uma videoconferência no final de Setembro para ativistas do MAGA, discutindo a integridade das eleições legislativas e quais medidas urgentes deveriam ser tomadas para enfrentar supostas ameaças iminentes.  

 

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