STF descarta anulação eleitoral em meio à contagem de votos pelo TSE

Ministro do STF atendeu pedido da coligação de Lula sobre problemas de transporte, mas precisou editar decisão para esclarecer alcance da medida

26 out, 2026
Ministro Cristiano Zanin | Reprodução/Fellipe Sampaio/STF
Ministro Cristiano Zanin | Reprodução/Fellipe Sampaio/STF

O ministro Cristiano Zanin, do STF, prorrogou a votação do segundo turno até as 19h no último domingo (25) após pedido da coligação Brasil Pronto Pra Mais, de Lula. A prorrogação e votação no TSE causaram constrangimento entre ministros, que avaliaram interferência de Zanin em suas atribuições.

O pedido que levou à prorrogação

A coligação de Lula acionou o STF alegando redução significativa da frota de ônibus em Bahia e São Paulo, o que prejudicava o deslocamento de eleitores. O mesmo pedido havia sido apresentado anteriormente a Kassio Nunes Marques, ministro do TSE. Cassio deu meia hora para que prefeituras prestassem esclarecimentos, por volta das 16h20, segundo apurado pela CNN Brasil. Após a resposta dos municípios, a coligação recorreu ao Supremo.

Zanin determinou a prorrogação até as 19h, horário de Brasília, do recebimento de votos “em todas as seções de todo o Brasil”, segundo sua decisão inicial. Posteriormente, o ministro editou a decisão para esclarecer que a prorrogação valia apenas para locais com problemas de transporte. A necessidade da segunda decisão evidenciou que a primeira não havia sido clara quanto ao alcance da medida.


Ministro Cristiano Zanin, do STF (Foto: reprodução/NurPhoto/ Getty Images Embed)


Reação do TSE

Integrantes da Corte eleitoral avaliaram que houve interferência de Zanin em uma atribuição do TSE ao determinar a extensão do horário de votação. O novo despacho reforçou o atropelo causado pela decisão anterior. Ministros ouvidos em caráter reservado pela CNN expressaram constrangimento com o ocorrido.

Um ministro do STF ouvido reservadamente criticou a condução das eleições pela cúpula do TSE e defendeu a realização de uma nova eleição.

“Pela primeira vez na história a Justiça Eleitoral está passando vergonha na realização de uma eleição”.

Flávio Bolsonaro também acionou o TSE solicitando prorrogação da votação para São Paulo, Paraná e Santa Catarina, alegando condições climáticas adversas.

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