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Transplante capilar: especialista explica a cirurgia que virou moda entre os famosos

Transplante capilar: especialista explica a cirurgia que virou moda entre os famosos

O transplante capilar é um dos métodos mais eficientes para tratar a calvície, já que proporciona resultados definitivos e muito naturais. Justamente por isso, o procedimento caiu no gosto de diversos famosos, que têm recorrido ao tratamento para driblar a queda de cabelo. Celebridades como Wesley Safadão, Lucas Lucco e Malvino Salvador estão entre os que já realizaram o transplante.

Mas como funciona esse método? Para entender melhor, conversamos com o cirurgião capilar Dr. Victor Romero, coordenador da Pós-Graduação de Tricologia e Transplante Capilar do Colégio Brasileiro de Medicina e Saúde, em Recife (PE).

O médico explica que o transplante capilar é um procedimento cirúrgico que visa principalmente a melhoria estética do cabelo de homens e mulheres calvos. Ele consiste na redistribuição de pelos do couro cabeludo da própria pessoa. Na cirurgia, o cabelo e transferido de uma área esteticamente menos importante, como parte de trás da cabeça, para áreas mais visíveis e que estão calvas como a região frontal do couro cabeludo. Podem ser transferidos até pelos de outras áreas do corpo como barba e tórax, quando há essa necessidade.

Dr. Victor destaca, ainda, que o inverso também é possível. “O transplante pode ser feito para qualquer área sem pelos no corpo onde o paciente tenha vontade de tê-los”, afirma. Pode haver transplante para couro cabeludo, barba, tórax e outras áreas, embora a imensa maioria dos pacientes queira tratar a calvície”.

Entenda como o transplante capilar evoluiu para proporcionar bons resultados

A história do transplante capilar remonta à Segunda Guerra Mundial, quando um médico japonês chamado Shoji Okuda fazia transplantes de pele para o couro cabeludo, em casos de queimadura nessa área. Ele notou que quando era transplantada uma pele com pelos, esses fios cresciam normalmente, mesmo em outro lugar. “Embora ele nunca tenha pensado em tratar calvície com essa técnica, foi com base em seus trabalhos que surgiu essa cirurgia tão procurada hoje”, explica Victor Romero.

Nos anos 50, tratamentos para calvície já usavam enxertos menores, de mais ou menos 5 milímetros. Apesar do alto índice de sucesso da cirurgia, o resultado ainda ficava com o temido aspecto de “cabelo de boneca”, onde os fios não adquirem uma forma mais natual.

Foi nos anos 90 que o americano Bobby Limmer revolucionou esses tratamentos ao propor o uso do microscópio para separar enxertos muito pequenos. Surgia a técnica FUT (folicular unit transplantation), que já proporciona resultados muito satisfatórios.  O transplante como é feito hoje teve início nos anos 2000, quando a o também americano William Rassman criou a técnica FUE (folicular unit extraction). Nela, em vez da faixa de pele, já se remove um enxerto minúsculo, com uma broca muito pequena, que não deixa cicatriz. De lá para cá, houve mais evolução, com surgimento de brocas motorizadas e técnicas de implantação ainda mais apuradas. “Com as técnicas atuais e modernas, o cabelo fica muito natural, sendo impossível perceber que foi um caso de transplante capilar”, observa Dr. Victor.

Saiba o que é preciso ter em mente antes de optar pela cirurgia

Para o sucesso da cirurgia, é importante escolher uma área que forneça os fios mais adequados. Dr. Victor Romero destaca que, nesse contexto, é bom que o médico tenha experiência e que trabalhe com técnicas de preservação folicular máxima, para também manter a área doadora. “Um bom médico vai fazer um bom plano de tratamento cirúrgico e não cirúrgico de longo prazo, o que é de grande interesse também por parte do paciente, já que sua calvície tende a evoluir” afirma. “O transplante capilar é uma arte e deve ser considerado uma arma terapêutica imprescindível contra a calvície, mas não a única. É extremamente importante a análise do paciente como um todo, para realizar um planejamento adequado e individual”.

O especialista lembra que tudo isso tem um custo e que, para os pacientes, convém fugir de médicos que não cobram consulta, que têm pressa para fazer a cirurgia ou que não propõem tratamento de longo prazo. “é interessante analisar como o paciente vai estar depois da cirurgia em 5, 10 ou 20 anos, pois o cabelo ainda será importante para ele”, explica.

Foto Destaque: Freepik 

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