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Produtos licenciados de Ayrton Senna mobilizam bilhões de dólares

05 Set 2023 - 21h20 | Atulizado em 05 Set 2023 - 21h20
Produtos licenciados de Ayrton Senna mobilizam bilhões de dólares

Apesar de ter passado 29 anos desde o falecimento do piloto brasileiro Ayrton Senna, sua memória continua viva através da empresa Senna Brands, criada pela família do tricampeão mundial de Fórmula 1 para gerir e maximizar os ativos das marcas Ayrton Senna, Senna e Senninha e que se inspiram no legado e conquistas do piloto, seus valores e personalidade.

Parte da receita obtida com o licenciamento dessas marcas é destinada ao apoio dos programas educacionais do Instituto Ayrton Senna.


Produtos licenciados de Ayrton Senna serão ampliados para o mercado imobiliário, carros voadores e metaverso (Foto: reprodução/Forbes)


A empresa foi reestruturada em 2020 e vêm preparando lançamentos para os próximos meses: “A marca Senna é muito vinculada a velocidade, a esportes e a performance”, diz Thiago Fernandes, diretor e responsável pelo desenvolvimento de novos negócios. “Queremos perpetuar o legado do Ayrton para as gerações mais jovens. Fazer isso não é uma questão trivial. Senna morreu em 1994, quando 46% dos brasileiros ainda não haviam nascido. Como tornar perenes marcas tão associadas a uma pessoa que quase metade da população conhece de ouvir falar, ou de memórias alheias?". Nosso paralelo é com a Lacoste”, completa. “Ela é uma marca consolidada, com DNA próprio, apesar de poucas pessoas saberem quem foi René Lacoste.”

Até o momento, os produtos e serviços envolvendo a marca movimentaram US$ 1,2 bilhão, e cerca de US$ 500 milhões para o Instituto Ayrton Senna.


Thiago Fernandes (Foto: reprodução/Linkedin/Thiago Fernandes)


As pessoas consideram o tricampeão de Fórmula 1 como herói devido a marca que deixou com a Formula 1 e ao instituto feito.

Segundo o político Eduardo Amorim, que propôs inscrever o nome do piloto no Livro dos Heróis da Pátria (PLS 31/2016), o exemplo dele ficou no Instituto Ayrton Senna, uma organização sem fins lucrativos que investe em desenvolver oportunidades para crianças e jovens através da educação. Considerá-lo oficialmente um herói do país faz jus a um sentimento que já existe entre as pessoas comuns.

Circuito

No inicio do mês de março, foi feito um circuito que inaugurou o espaço “Nosso Senna”, que contou com pistas molhadas, músicas preferidas do piloto, oficinas gratuitas de customização de capacetes de bicicleta e um busto de Ayrton Senna, feito por Lalalli Senna, multiartista e sobrinha do piloto.

Com 3,5 metros de altura e 550 quilos, a escultura de alumínio polido e facetado chegou ao Autódromo de Interlagos durante a semana do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, em São Paulo, para celebrar os 50 anos da realização do primeiro GP no Brasil.


Corte de edição de 2022 do programa "Jogo Aberto" aborda a inauguração do busto de Ayrton Senna em Interlagos, São Paulo (Vídeo: reprodução/YouTube/Esporte na Band)


Fãs do piloto também puderam adquirir uma miniatura de 39cm de altura, da própria artista, porém este item exclusivo contava com apenas 100 unidades.

 

Série

Em março deste ano, foi confirmado pela Netflix, em parceria com a Senna Brands, a primeira série sobre a vida do piloto, nomeada como “Senna”.

O streaming descreveu a produção como uma minissérie, em que foram confirmados seis episódios para explorar a vida de Ayrton, que completaria 63 anos este ano. "Senna" promete abordar desde o início da carreira, quando ele se mudou para Inglaterra para competir na Fórmula Ford, até o acidente fatal na Itália, durante o Grande Prêmio de San Marino, em 1994. 

O ator escolhido para interpretar o piloto é Gabriel Leone, conhecido por trabalhos em produções como o filme "Eduardo e Mônica" (2020), a série "Dom" (2021) e novelas como "Velho Chico" (2016) e "Um Lugar ao Sol" (2021).


Ayrton Senna (à esquerda) e o ator Gabriel Leone (à direita), com uma réplica do capacete do piloto (Foto: reprodução/ Montagem/ Revista Quem)


O ator descreveu a "grande responsabilidade" de viver Senna como "um dos maiores desafios da carreira até então".

Foto Destaque: reprodução/ seminário da zona norte