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Ministro do Equador diz que presos envolvidos na morte de Fernando Villavicencio são estrangeiros

10 Ago 2023 - 20h11 | Atulizado em 10 Ago 2023 - 20h11
Ministro do Equador diz que presos envolvidos na morte de Fernando Villavicencio são estrangeiros

Nesta quinta-feira (10), o ministro do Interior equatoriano, Juan Zapata, afirmou que os presos envolvidos no assassinato do candidato à presidência do Equador, Fernando Villavicencio, são todos estrangeiros. Os nomes dos suspeitos na morte de Villavicencio são Andrés M., José N., Adey G., Camilo R., Jules C e Jhon R. Segundo Zapata, "todos estrangeiros".

Zapata disse que foram realizadas "várias incursões" para chegar aos seis suspeitos pela morte do político. E garantiu que dois dos que foram detidos "foram identificados na cena do crime" e declarou ainda que os homens fazem parte de grupos criminosos organizados. Fernando Villavencio foi morto após sair de um comício realizado em Quito. Ao entrar no carro, foi almejado por três tiros que atingiram a região da cabeça, vindo a falecer.


Fernando Villavicencio, candidato à Presidência do Equador, foi morto. (Foto: reprodução/Pixabay)


Morte de Fernando Villavicencio

Fernando Villavicencio trabalhava como Jornalista Investigativo e foi um dos personagens mais visíveis nas denúncias de corrupção nos setores de petróleo, energia, telecomunicações e estruturas criminosas, conforme as informações do seu perfil na Assembleia Nacional do Equador.

A morte de Villavicencio chocou o país e aconteceu após o político encerrar um comício, na noite da quarta-feira (9), no centro de Quito. Segundo a esposa, em entrevista à Rádio Élite, houve falhas na segurança e logística, o que contribui com o episódio trágico.

Villavicencio em entrevista na semana passada, havia dito que estava sendo ameaçado por um cartel no país e que tinha realizado uma denúncia. "Há três dias, um militante de Manabí recebeu visitas de vários mensageiros de Alias Fito para dizer a ele que, se eu continuasse mencionando os Los Choneros, eles iriam me quebrar", disse em entrevista ao programa "Vis a Vis", na quarta-feira (2).

"Los Choneros", citado por Villavicencio, é uma organização criminosa do Equador, com surgimento em Manabí e é composta por duas gangues chamadas Fatales e Las Águillas. Atuam com extorsão, tráfico de drogas e homicídios.

Eleições com data marcada

Mesmo com o episódio que envolve a morte de um candidato à Presidência do Equador, as eleições foram mantidas. O presidente do Equador, Guilhermo Lasso, disse em pronunciamento na madrugada desta quinta-feira (10), que as eleições presidenciais têm data marcada para acontecer e será dia 20 de agosto.

"Essa é a melhor razão para ir votar e defender a democracia", disse Lasso, que também fez referência ao ocorrido com Villavicencio, do que ele chamou de "crime político que tem caráter terrorista". Em seu discurso, Lasso enfatizou ainda que "todas as autoridades aqui reunidas se manterão juntas", afirmou.

Sobre o dia da votação, o presidente do Equador assegurou à população que haverá um esquema de segurança montado para todo o território nacional por 60 dias. Segundo ela, essa medida é para "a tranquilidade do país e das eleições livres e democráticas de 20 de agosto", frisou.

 

Foto Destaque: Fernando Villavicencio, candidato à Presidência do Equador, foi assassinado. Reprodução/Pixabay