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Petrobras admite defasagem de 13% no preço da gasolina

03 Ago 2023 - 09h35 | Atulizado em 03 Ago 2023 - 09h35
Petrobras admite defasagem de 13% no preço da gasolina

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prestes, comunicou  o órgão colegial na última sexta-feira (29), ele disse que a empresa não é obrigada a seguir a Política de Paridade Internacional (PPI), desde maio, quando novas diretrizes de preço foram aprovadas.

O colegial é o órgão que responde a todos que decidem por manifestações conjuntas e vontade majoritária de seus membros. Já a Política de Paridade Internacional é uma política de valores que foi criada pela Petrobras em 2016, na gestão do ex-presidente Michel Temer. A política estabelece que os preços dos derivados de petróleo terão como base os valores totais de importação deste produto.


Cientista refinando combustível (Foto: Reprodução/Instagram/@petrobras) 


A defasagem nacional

A diretoria da Petrobras assumiu que internamente existe uma defasagem de 13% nos preços da gasolina em relação ao mercado internacional. O relato já foi feito ao conselho de administração. Os preços do gás de cozinha e do diesel, estariam de acordo com o cenário global, afirmou a diretoria.

O presidente da Petrobras  também evitou explicar quando essa defasagem será corrigida ou se será corrigida . Conforme a CNN apurou, a área técnica da empresa recebia algumas orientações informais para não elevar os preços naquele período para evitar impactos na inflação, tais instruções teriam sido feitas pelo Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

Jean Prestes se reuniu com Lula

Na manhã de primeiro de Agosto (01.08), Jean Prestes se reuniu com Lula no Palácio do Planalto, o encontro teria acontecido devido ao novo projeto da Petrobras o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), nesta reunião estavam presentes Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia e Rui Costa, ministro da Casa Civil.

A Petrobras comunicou ao mercado que não admite a diferença de valores do mercado nacional e internacional, assunto esse que a imprensa e importadores de gasolina vem avisando há meses.

A estatal diz estar observando com cautela o proceder do mercado internacional e que eventuais reajustes, quando necessários, serão feitos com base em análises técnicas e independentes”.

Conforme cálculos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem é bem maior,  a diferença no valor da gasolina é de 24%, enquanto a defasagem do diesel está em 21%.

Estas diferenças permanecem em 77 dias, conforme a entidade, inviabiliza as importações, que estão sendo supridas pela Petrobras. A empresa registra comunicados de estar sofrendo prejuízos por comprar mais caro no mercado internacional e vender pelo preço praticado no Brasil, que é menor.

Foto destaque: logo da petrobras (Reprodução/Instagram/@petrobras)