Claudia Raia, atriz brasileira de 58 anos, causou grande alarde ao declarar que deu um vibrador para sua filha, quando a menina tinha apenas 12 anos. A atitude causou uma repercussão negativa e a celebridade explicou.
Entendendo a polêmica
Em um programa Português, Claudia Raia contou, em entrevista, como incentivou a filha Sophia, de 22 anos, a explorar sua sexualidade quando a mesma ainda estava entrando na adolescência.
Tenho 17 vibradores em casa e quando a Sophia fez 12 anos, eu dei um vibrador para ela e disse: “Vá se investigar, vai saber do que você gosta
Claudia Raia
Claudia Raia em entrevista (Vídeo: reprodução/Instagram/@metropoles)
A atriz alega que o uso de vibradores é uma “prescrição médica”, porém internautas rebatem que a menina era nova demais para essa exposição. Até o momento, Claudia não se manifestou sobre as críticas.
Ato denunciado
O deputado estadual de Minas Gerais, Cristiano Caporezzo, denunciou Claudia, pelo crime de “exposição de conteúdo inadequado a menores de idade”, previsto no artigo 241-D do “Estatuto da Criança e do Adolescente”. O parlamentar alega também que a atriz violou o artigo 17 do Estatuto por comprometer a privacidade da filha. De acordo com o deputado, a atitude é um perigo por influenciar outros pais a adotar a decisão.
Especialistas comentam
O uso de vibradores pode ser considerado benéfico para a saúde das mulheres, indicado por estudos. Porém é recomendado que a introdução para adolescentes aconteça de maneira natural sem ter a influência de outros. É indicado que a educação sexual para jovens seja mais teórica que prática, variando da maturidade do adolescente.
Segundo a médica, Adriana Ribeiro da Silva, é importante que o adolescente tenha a vontade de autodescoberta por si só, para que não pule etapas.
Com 12 anos, a adolescente acabou de sair da infância, possivelmente menstruou pela primeira vez, mas a sua maturação cerebral não está totalmente formada. Quanto mais precoce ela estimular a região e buscar as sensações de prazer com o vibrador, mais o cérebro será modulado a entender que só com o estímulo intenso e rápido ela alcançará o orgasmo, por exemplo. E quando ela realmente tiver uma relação sexual, ela vai perceber que o estímulo com a parceria é completamente diferente daquele recebido com o objeto sexual.
Adriana Ribeiro
Especialistas afirmam que apesar da recomendação, a maioria das mulheres que usam vibradores já são adultas e com maturidade o suficiente para entenderem a ação e os benefícios. Já meninas jovens podem ter abertura para caminhos negativos, se o uso for precoce.