Médica de Preta Gil revela últimas conversas com a cantora
Diagnosticada com câncer em 2023, a cantora Preta Gil iniciou o tratamento no Brasil. Diante de resultados insatisfatórios, passou a ser acompanhada pela médica Roberta Saretta. Em 2025, viajou aos Estados Unidos para seguir um tratamento alternativo conduzido pela especialista. Em entrevista ao jornal O Globo, Roberta Saretta relembrou momentos marcantes ao lado da artista. […]
Diagnosticada com câncer em 2023, a cantora Preta Gil iniciou o tratamento no Brasil. Diante de resultados insatisfatórios, passou a ser acompanhada pela médica Roberta Saretta. Em 2025, viajou aos Estados Unidos para seguir um tratamento alternativo conduzido pela especialista.
Em entrevista ao jornal O Globo, Roberta Saretta relembrou momentos marcantes ao lado da artista. Entre eles, destacou dois episódios de grande impacto durante o acompanhamento: a morte de Preta Gil e o resultado do último exame de imagem (PET), realizado em março de 2025, que revelou a disseminação da doença para outros órgãos.
Preta Gil tinha de seis a oito meses de vida
Em um trecho da entrevista de Roberta ao jornal O Globo, a profissional revelou uma pergunta de Preta se caso a mesma não realizasse o tratamento, quanto tempo de vida ela teria.
“Tenho a impressão que ela me sentiu, viu no meu rosto algo estranho. Não tinha como ser diferente, meu vínculo com ela, com a família toda, era e é profundo. Senti uma faca no meu peito. Ao saber, ela me perguntou: “Se eu não fizer nada, quanto tempo tenho de vida?”. Respondi: de seis a oito meses. “Tem alguma coisa para eu fazer? Eu vou morrer?”. Explicamos então que havia protocolos de pesquisa nos Estados Unidos com medicamentos que poderiam evitar a progressão rápida.“
Durante o tratamento nos Estados Unidos, Roberta contou que, na quarta sessão de medicamentos, o quadro de Preta Gil piorou após uma infecção, o que obrigou a interrupção do tratamento. A partir daí, o estado de saúde da cantora se agravou progressivamente, e a profissional decidiu trazê-la de volta ao Brasil, já que o tratamento adicional não obteve sucesso.

Do aeroporto, Preta Gil foi levada de ambulância para o hospital, mas não resistiu.
Após a decisão de trazê-la de volta ao Brasil, a equipe médica e amigos de Preta Gil se mobilizaram para garantir seu retorno quanto antes. A cantora era levada de ambulância até o aeroporto, mas, no trajeto, passou mal e acabou falecendo.
“Quando a ambulância chegou para levá-la ao aeroporto e os paramédicos mediram as taxas, ela estava estável, com índices normais, pressão, eletro, tudo. Ela queria, com todas as forças, chegar no Brasil. Durante o trajeto de uma hora e 20 minutos de viagem até o avião, fiquei de frente para ela, repetindo que a levaria para casa. Ela foi acordada o tempo todo. Ao chegar no aeroporto, ela passou mal, vomitou. “Estamos quase lá”, eu falei. “Preta, você dá conta de viajar? Segura mais um pouco?”. E ouvi a resposta: “Não dou conta”. Pedi para o paramédico nos levar ao hospital mais próximo. Chegamos em oito minutos. Quiseram reanimá-la, poucos minutos depois ela se foi.“
A morte de Preta Gil encerra uma trajetória marcada por talento, carisma e forte ligação com o público brasileiro. Sua partida deixa uma lacuna na música e na cultura nacional, sendo lembrada não apenas por sua voz, mas também por sua força e autenticidade ao longo da carreira.
