Morre cantor e multi-instrumentista Arlindo Cruz
Arlindo cruz, faleceu nesta sexta-feira (08), aos 66 anos no Rio de Janeiro, ele era considerado um dos maiores ícones do samba, o cantor, compositor e multi-instrumentista, acumulava fãs por todo o país, entre seus maiores sucessos estava “O show tem que continuar”, “Meu lugar” e “Camarão que dorme a onda leva”. Vida pessoal Nascido […]
Arlindo cruz, faleceu nesta sexta-feira (08), aos 66 anos no Rio de Janeiro, ele era considerado um dos maiores ícones do samba, o cantor, compositor e multi-instrumentista, acumulava fãs por todo o país, entre seus maiores sucessos estava “O show tem que continuar”, “Meu lugar” e “Camarão que dorme a onda leva”.
Vida pessoal
Nascido no Rio de Janeiro, dia 14 de setembro de 1958, Arlindo Domingos da Cruz Filho teve contato com a música desde cedo. Aos 7 anos, ganhou o primeiro cavaquinho, aos 12 já tocava músicas “de ouvido” e aprendeu violão ao lado do irmão Acyr Marques.
Ele estudou teoria musical e violão clássico ainda jovem, na escola Flor do Méier, foi então que começou a atuar como músico profissional em rodas de samba. Já aos 15 anos, foi para a escola preparatória de Cadetes do Ar em Barbacena–MG.
Aos 34 anos, em 1992, se casou com Barbara (Babi) Cruz, juntos tiveram 2 filhos, o também cantor Arlindinho e Flora Cruz. Os dois ficaram casados por mais de 30 anos e se mostravam bastante unidos, tanto na música, já que Babi atuava como sua empresária, quanto em causas sociais ligadas à cultura.
Em 2017, o artista sofreu um AVC hemorrágico e ficou quase um ano e meio internado. Ele lidava com sequelas do acidente e desde então não se apresentava mais. O artista ainda sofria de uma doença autoimune, era traqueostomizado e era alimentado através de uma sonda.
Arlindo Cruz performando em São Paulo nas comemorações para a copa do mundo da FIFA no Brasil em 2014 (Foto: reprodução/YASUYOSHI CHIBA/ Getty Imagens Embed)
Carreira
Quando voltou ao Rio de Janeiro, após a escola de Cadetes, Arlindo passou a frequentar a roda de samba do Cacique de Ramos, onde conheceu duas novas revelações do samba nacional, Zeca Pagodinho e Sombrinha.
Pouco tempo depois, teve 12 músicas gravadas por outros artistas, como “Lição de Malandragem”, “Grande erro” e “Novo amor”. Depois de chamar atenção como compositor, ele teve sua chance de cantar no grupo Fundo de Quintal, após a saída do então vocalista Jorge Aragão. Ele permaneceu no grupo por 12 anos, até 1993.
Cruz ainda atuou como sambista para sua escola de samba do coração, Império Serrano, em 1996. Teve sua primeira vitória com o enredo “E verás que um filho teu não foge à luta”, em 1999, 2001,2003,2006 e 2007, também teve seus sambas escolhidos. Em 2023, ele foi o enredo da escola de samba e desfilou na avenida a bordo do carro alegórico “O show tem que continuar”.
Carro alegórico da Império Serrano em homenagem ao artista (Foto: Reprodução/Instagram @imperioserrano)
A confirmação do óbito veio por meio da esposa Babi cruz em uma publicação nas redes sociais, mais informações sobre o velório e enterro do sambista ainda não foram divulgadas
