Translado para trazer o corpo de Preta Gil pode levar meses devido às burocracias
A transferência do corpo da cantora Preta Gil, que morreu aos 50 anos no último domingo (20), em Nova York, nos Estados Unidos, devido a um câncer no intestino, ainda representa um desafio para os familiares. A repatriação exige o cumprimento de protocolos legais e administrativos, incluindo a autorização das autoridades americanas. Artista será velada […]
A transferência do corpo da cantora Preta Gil, que morreu aos 50 anos no último domingo (20), em Nova York, nos Estados Unidos, devido a um câncer no intestino, ainda representa um desafio para os familiares. A repatriação exige o cumprimento de protocolos legais e administrativos, incluindo a autorização das autoridades americanas.
Artista será velada no Theatro Municipal do Rio
Antes de falecer, Preta manifestou o desejo de que sua despedida fosse realizada no Theatro Municipal, no Rio de Janeiro, cercada por pessoas próximas. Diagnosticada com a doença em 2023, a filha de Gilberto Gil travou uma longa luta contra o câncer.
No dia 20 de julho, já se preparando para retornar ao Brasil após saber que a enfermidade havia avançado, a artista passou mal a caminho do aeroporto e veio a óbito em sua residência.
Homenagem da TV Globo para a cantora Preta Gil (vídeo: reprodução/YouTube/TV Globo)
O caso de Preta relembra outras perdas de brasileiros famosos no exterior. Tom Jobim e Gugu Liberato, por exemplo, também morreram nos Estados Unidos.
Já o humorista Bussunda faleceu na Alemanha, enquanto o piloto Ayrton Senna perdeu a vida na Itália. O ator Grande Otelo também faleceu em um país europeu, enfrentando procedimentos semelhantes.
Etapas necessárias para realizar a repatriação
O processo de repatriar um corpo que veio a óbito fora do Brasil começa com a emissão do atestado de óbito no país em que a morte ocorreu. Posteriormente, é exigido um laudo médico atestando oficialmente a causa do falecimento. Após essa fase, o certificado médico deve ser encaminhado ao consulado brasileiro da região, responsável por dar prosseguimento à regularização documental.
Concluídas essas etapas iniciais, tem início o processo de registro consular do óbito e os preparativos para o traslado internacional. Isso inclui a adoção de medidas sanitárias, a preparação do corpo segundo as normas exigidas tanto pelo país de origem quanto pelo de destino, e a emissão dos documentos necessários para transporte aéreo”, detalha Regina Célia Alves Diniz, representante da empresa Ossel, especializada nesse tipo de serviço.
Ainda segundo Regina, não há necessidade de um familiar estar presente no local do falecimento para que o processo tenha início. Contudo, é essencial estar ciente de que cada país possui leis, protocolos e costumes culturais distintos, o que pode impactar nos trâmites.
Comunicado oficial sobre a morte postado no Instagram oficial da cantora (Foto: reprodução/Instagram/@pretagil)
Custo elevado para trazer um corpo ao país de origem
O tempo estimado para a conclusão do procedimento gira em torno de 15 dias, mas pode variar para mais ou para menos, conforme a agilidade na obtenção de documentos e as exigências específicas do país envolvido. Por esse motivo, o apoio de profissionais especializados é visto como crucial para garantir mais agilidade e evitar atrasos excessivos.
Regina Célia ressalta que, sem orientação técnica adequada, o translado internacional pode se arrastar por meses. Além disso, ela afirma que os custos desse serviço partem geralmente de R$ 10 mil, valor que pode ser reduzido em casos de famílias com planos funerários que ofereçam cobertura internacional.
