A atriz Viola Davis veio ao Brasil na última semana em divulgação do seu próximo filme como atriz e produtora, Mulher-Rei que já está nos cinemas. Esteve no Teatro do Copacabana Palace para uma entrevista com Pedro Bial para o programa Conversa com Bial, da Tv Globo. A entrevista foi exibida nesta sexta-feira 23.
Viola falou sobre a luta para que Mulher-Rei fosse produzido e o mercado para mulheres pretas: “Tive que lutar por esse filme, lutar pelos atores, lutar pelo diretor, lutar até mesmo pela noção de que esta história merecia se tornar um filme”, contou. A artiz falou também da aversão que existe quanto a pessoas pretas em papel de protagonismo.
“Existe uma noção de que mulheres de pele escura não podem ser protagonistas em sucessos mundiais, e aí esta é uma outra história. Estamos falando de colorismo, e este é o último dos preconceitos” continuou Davis.
No Brasil a atriz visitiu escola de samba, foi no Cristo Redentor e esteve com outros artistas brasileiros no lançamento do filme nos cinemas brasileiros “Muito obrigado Brasil, voces me fizeram sentir vista e amada. brilhantes artistas pretos e marrons. Meu coração e minha mente estão tão cheios de suas ideias, sua visão, sua autenticidade e amor. Isso me fez lembrar porque eu amo ser um artista. Viva Brasil!!!!!❤️❤️❤️” disse via instagram.
Viola Davis ao lado de Lazaro Ramos e Thais Araujo. Reprodução/ twiter Viola Davis.
O filme Mulher-Rei é dirigido por Gina Prince-Bythewood, e passa em 1800, em que o general Nanisca treina um grupo de mulheres guerreiras para proteger o reino africano de Dahomey de um inimigo estrangeiro.
Estrelado e produzido por Viola Davis (Como Defender um Assassino, Histórias Cruzadas, e Um Limite Entre Nós), e com destaque da brilhante Thuso Mbedu, de The Ubderground Railroad. O filme é super elogiado pela crítica e pelo público, com mais de 171 avaliações dos criticais se mantem 94% e 99% do público com 2.500 avaliações.
Em entrevista a Veja, Viola Davis falou sobre como foi pesquisar sobre o grupo de mulheres que deram origem ao filme “Foi chocante saber que essas mulheres eram rejeitadas. Tinham sido jogadas fora — e isso foi decidido por outros quando tinham entre 8 e 14 anos. Elas não eram livres para ter filhos, nem relações sexuais”, disse Davis.
Em sua preparação para o filme, a atriz mergulhou fundo nas histórias do grupo de mulheres guerreiras, e leu muitos documentos sobre o treinamento militar delas durante meses.
Foto destque: POster de divulgaçaõ do filme Mulher Rei. Reprodução/ Sonu Pictures